sábado, 30 de dezembro de 2006

Assembleia Municipal de Leiria

Destaque para dois temas dos abordados ontem:
1. O caso do gerador que durante anos alimentou, indevidamente, o complexo municipal de piscinas, e que se traduziu num custo, evitável, de cerca de 1 milhão de euros, voltou ontem à Assembleia por via de um relatório elaborado pela veradora Isabel Gonçalves. O que está em causa é apurar a responsabilidade política e técnica por actos de gestão que se traduziram num prejuízo que ninguém quer assumir. Das conclusões do relatório resulta óvbio que a responsabilidade técnica foi do projectista e a gestão incorrecta do processo do Conselho de Gestão da Leirisport que, tanto quanto era público, tinha toda a confiança da Presidente da Câmara e da maioria que a suportava, a quem tem de ser endossada toda a responsabilidade política do caso. Quanto a saber quem deve ser responsabilizado civil e penalmente, se for caso disso, é tarefa para os tribunais.

2. As grandes Opções do Plano e o Orçamento do Município para 2007 foram outro ponto polémico, como é de estilo nestas assembleias. Nada de novo. O Plano não passa de um arrazoado mal redigido de intenções sem qualquer priorização credível nem transparência, donde não emerge qualquer estratégia para o desenvolvimento futuro do concelho. O Orçamento é pura ficção pois está-se perante um documento que prevê receitas jamais alcançáveis e despesas que nunca poderão ser concretizadas por falta de cabimentação. Em 2006 para um orçamento de quase 127 milhões estima-se que seja executado cerca de metade. No próximo não será diferente. Apenas um número a reter, o serviço da dívida consolidada ascende a quase 12 mil euros/dia.