quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

Educratas

Num artigo inserto num Special Report (2002) publicado pela Education Writers Association ( www.ewa.org/) (USA), cujo sugestivo título "À procura do superherói: Será que todos os directores (de escolas) podem sê-lo?" nos permite espreitar para um mundo escolar muito diferente do nosso, deparei-me com o vocábulo educrat, que traduzo por educrata, embora não o tenha encontrado em nenhum dicionário dos que tenho à mão (Houaiss e José Pedro Machado) e que, por analogia com burocrata e eurocrata, pode significar funcionário da educação.
A propósito da dificuldade em encontar pessoas competentes que se queiram dedicar à gestão escolar, actividade muito exigente em termos de dedicação e mal paga, pelo menos nos USA..., Leila T. Fenwick resolve o assunto com esta explicação "...muitos não querem deixar de ser professor(as) para se transformarem em directores (de escolas) porque isso significa deixar de influenciar vidas para se tornarem educratas."
Embora suspeito, não posso concordar minimamente com a autora, não por me sentir ofendido com a classificação de educrata, mas porque os directores de escolas, obviamente, também continuam, e muito, a influenciar vidas.
Aliás, o relatório começa com esta frase: "Em educação poucos estão de acordo acerca dos remédios para curar escolas doentes. Mas num ponto há unanimidade: o(a) director(a) é a chave para qualquer mudança." Assim está melhor...