sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

Estatuto da Carreira Docente

O Presidente da República, como aliás era expectável, promulgou o novo estatuto. Os sindicatos, et pour cause, prometem novas formas de luta e, pelos vistos, ainda não perceberam que conduziram o proceso negocial da pior maneira. Independentemente do que se pense da actual equipa do ME, a questão mais fracturante do estatuto - o fim da carreira horizontal e a criação de uma nova categoria de professor titular - está em linha com o espírito do tempo e ninguém, à excepção dos sindicatos, percebe como poderia continuar a não ser assim.
Com a posição que assumiram e com os resultados obtidos, uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma, os sindicatos só conseguiram desmotivar ainda mais a classe e deixar que se vá instalando a ideia de que não vale a pena lutar para melhorar o sistema.
O sentimento geral nas escolas é de insatisfação e desencantamento, pelo que é urgente levantar a auto-estima da classe, sublinhar a enorme importância social da sua actividade e temunhar-lhes confiança para que se sintam reconhecidos e possam exercer da melhor forma a sua função.
Sem professores motivados e empenhados jamais conseguiremos melhorar o desempenho geral do nosso sistema educativo.