sábado, 24 de fevereiro de 2007

Da república dos professores à escola da comunidade

Está-se hoje já longe do tempo em que às famílias não era reconhecido qualquer direito formal de intervenção organizadas nas escolas, mas está-se ainda longe do reconhecimento do direito ao exercício pleno de competências que não sejam meramente consultivas ou simbólicas por parte dos pais e encarregados de educação.
A tradição portuguesa do hipercentralismo da gestão do sistema educativo e do domínio quase absoluto dos professores na gestão das escolas, heranças, respectivamente do Estado Novo (e anterior) e do 25 de Abril têm dificultado uma maior abertura à intervenção dos pais e das autarquias, embora estas não sejam aqui consideradas.
O que se defende, exige a mudança de paradigma na gestão escolar. Trata-se de uma verdadeira revolução no governo das escolas, um corte com o passado, uma escola verdadeiramente da comunidade em cuja gestão sejam determinantes não apenas os professores, mas outros actores, designadamente os pais e encarregados de educação.
(Três parágrafos de uma comunicação que apresentei hoje ao XXXII Encontro Nacional das Associações de Pais, 24 e 25 de Fevereiro, Cine-Teatro Caracas, Oliveira de Azeméis.)