sábado, 2 de junho de 2007

Contra os professores, marchar...marchar...

O Governo pode estar convencido de que a política educativa que está a seguir está correcta. A Ministra pode estar convencida de que fica na história como a grande reformadora da educação nacional. Alguns socialistas podem estar convencidos de que o partido está a meter a educação na "ordem". Mas haverá por aí alguém que me explique como será possível tanto convencimento quando não se encontra um professor satisfeito, motivado, convicto?

Mesmo que a política esteja correcta (coisa que agora aqui não discuto) como se justifica que os que a têm de executar a não compreendam, primeira contradição, só se sintam prejudicados com as medidas que vão sendo adoptadas, segunda contradição, não aparentem ponta de motivação nem entusiasmo na execução do que lhes é determinado, terceira contradição, e só não abandonem a profissão porque não podem, contradição máxima?

Será possível reformar verdadeiramente o sistema contra os professores? Ou sem os professores? Ou ignorando-os como profissionais? Ou estar-se-á perante a ressurgência das antigas teorias de gestão dos recursos humanos que assentavam na despersonalização e na destruição da autoestima dos profissionais como forma de os transformar em meros executantes acéfalos?

Será que ninguém no Governo, no ME, na direcção do PS vê os gravíssimos prejuízos que isto está a causar ao sistema educativo e ao País?