terça-feira, 19 de junho de 2007

Novas Oportunidades

Se há sector na educação onde o Governo marca pontos é no programa Novas Oportunidades e na multiplicação dos cursos profissionais nas escolas secundárias públicas.
Quanto ao primeiro, estamos a assistir a uma autêntica revolução e a uma inversão do que se vinha passando, a não valorização da formação e de uma segunda oportunidade para a adquirir. Hoje sente-se por todo o lado que as pessoas despertaram para esta possibilidade e acorrem aos centros Novas Oportunidades para se valorizarem como cidadãos e como profissionais.
Relativamente às segundas, é o retomar de uma velha tradição quase abandonada com a licealização de todo o ensino na sequência da vertigem igualitária do pós 25 de Abril.
Portugal era o único país da Europa que tinha menos alunos nas vias profissionalizantes do que nas de via de ensino e o sub-sistema das escolas profissionais, apesar dos relevantíssimos serviços prestados ao país, não podia expandir-se muito mais por razões de financiamento.
O "ovo de Colombo" foi explorar as potencialidades de todas as escolas secundárias. Se juntarmos ainda os cursos EFA e os PIEFs temos o quadro completo de um esforço nacional para oferecer alternativas de escolarização e formação profissional de primeira e segunda oportunidade para todos.
Nem tudo estará a correr bem, e era impossúivel que estivesse, mas o balanço é francamente positivo.