quinta-feira, 29 de março de 2007

Conselho das Escolas


A concepção corporativa da administração e gestão escolar ganha novo fôlego com a criação do Conselho das Escolas.
"Concebido como órgão consultivo do Ministério da Educação no que respeita à definição das políticas pertinentes para a educação pré-escolar e os ensinos básico e secundário, o Conselho das Escolas, assegura, também, a adequada representação dos estabelecimentos de educação da rede pública, dando-se, assim, vida a uma instância representativa capaz de contribuir para uma participação mais efectiva das escolas na definição da política educativa para este segmento específico do nosso sistema educativo."
Podem consultar em:

terça-feira, 27 de março de 2007

Uma bofetada na democracia

A vitória de Oliveira Salazar no concurso "Os grandes portugueses" é uma bofetada na democracia. É apenas um concurso, dir-se-á, mas não deixa de ter significado. Três décadas depois da instauração da democracia, os portugueses não esqueceram Salazar e, sobretudo, não encontraram em nenhuma das grandes figuras que conduziram o país à modernidade alguém capaz de o ofuscar.
Não é Salazar que me preocupa, nem sequer a sua herança ou a sua memória, o que me perturba são os referenciais de um país perdido entre o mar e a Europa, entre as cinzas da ditadura e as dúvidas da democracia, entra a ruralidade perdida e a globalização forçada.

sábado, 17 de março de 2007

Agressões nas escolas passam a crime público

Todas as agressões nas escolas vão passar ser crime público de investigação prioritária. O preceito já foi aprovado no Parlamento e alarga o âmbito do Código Penal, até aqui aplicado apenas em relação aos professores.A partir de agora, as ofensas à integridade de qualquer elemento da comunidade escolar passam a ser consideradas crime público agravado, não dependente de queixa e punível até quatro anos de prisão.
As autoridades policiais e judiciais terão de passar a tratar estes casos como prioritários.
De acordo com o Observatório de Segurança Escolar do Ministério da Educação, no ano lectivo 2005/2006 foram contabilizadas 360 agressões físicas ou verbais, apenas em relação a professores, mas poucos casos chegaram aos tribunais.
A medida só peca por tardia e é preciso ter muita confiança na Justiça para se acreditar que o problema vai ser encarado com a celeridade e os resultados desejáveis.
A ver vamos, mas como a esperança é a última coisa a morrer...

terça-feira, 13 de março de 2007

Debate Nacional sobre Educação

Aí está o Relatório Final. Obrigatório ler. Vai estar disponível em http://www.cnedu.pt/
Da perspectiva histórica aos diagnósticos, das linhas de força do debate às questões críticas, passando por muita informação útil, está lá tudo mais as propostas para melhorar a Educação nos próximos anos.
O Debate foi realizado por iniciativa da Assembleia da República e do Governo e o Conselho Nacional de Educação foi mandatado para proceder à sua realização.
As questões críticas identificadas foram:
1. O baixo nível de escolarização da população portuguesa e o seu impacto negativo no desenvolvimento da educação escolar;
2. A persistência de elevadas taxas de abandono precoce, o que impede a elevação do nível de escolarização dos mais jovens;
3. Persistência de débeis níveis de aprendizagem;
4. A manifestação de elevadas desigualdades sociais não apenas no acesso à educação, mas sobretudo nos percursos efectivamente realizados;
5. A falência do modelo de acção do Estado e de actuação da Administração Educacional;
6. Os enormes equívocos sobre o que pode e deve ser a missão das escolas, no dealbar do novo século;
7. A persistência de uma separação entre escolas e famílias;
8. O elevado desperdício de recursos, reflectido sobretudo em altos índices de insucesso escolar e de abandono precoce;
9. A prioridade à educação está longe de ser um adquirido sócio-político.

O Debate terminou, mas os debates podem e devem continuar. Cada um que dê o seu contributo.

quinta-feira, 8 de março de 2007

Amêndoas amargas da Páscoa

Segundo dados do ME, cerca de 45 mil alunos abandonam as escolas após as férias da Páscoa. É uma espécie de degola dos inocentes. O fenómeno não é fácil de debelar, mas há medidas simples que todas as escolas podem pôr em prática e que ajudarão a reduzir drasticamente estes números.
Basta que após o retorno às aulas se identifiquem os alunos que não regressam e se faça um contacto directo, por telefone ou presencial, com os próprios e/ou com os seus encarregados de educação, manifestando-lhe o apoio da escola para os ajudar a superar as dificuldades.
Se houver alunos ainda dentro da escolaridade obrigatória e os pais os não mandarem de volta para a escola devem ser contactadas as forças de segurança.
Para os que regressarem devem ser adoptadas medidas pedagógicas adequadas e dentro das possibilidades de cada escola.
Experimentem e vão ver quanto o abandono diminui.

quinta-feira, 1 de março de 2007

Mais um

Professor agredido em Ramalde. Desta vez foi o avô da criança. O Conselho Executivo não prestou declarações pois, de acordo com a Comunicação Social, não estava autorizado pela DREN.
Que país é este? Os alunos agridem os professores e os directores das escolas têm uma mordaça? Ou isto é mentira ou é uma vergonha. E depois fala-se de autonomia das escolas.