sexta-feira, 27 de julho de 2007

Férias

Durante algum tempo o blogue entra de férias e eu vou com ele. Obrigado aos que comigo têm acompanhado este percurso. Boas férias para todos.

terça-feira, 17 de julho de 2007

A falácia dos exames

Tal como estão, os exames são uma falácia, tanto mais enganadora e perigosa quanto o futuro dos alunos e, muito provavelmente dos professores, depende deles.
Os benefícios e malefícios dos exames estão mais do que estudados e os seus efeitos perversos, quando incorrectamente organizados e aplicados, também.
O que acontece anualmente com os exames atinge as raias do escândalo tal a falta de constância das provas e a sua desadequação da realidade das escolas. Isto só pode surpreender a quem não conheça o processo de organização dos exames. Tal como as coisas estão, os exames jamais poderão ser credíveis e ter a fiabilidade exigível .
Também nesta matéria, e à semelhança do que acontece noutros países, a feitura dos exames devia estar a cargo de uma Agência independente que conseguisse que os mesmos servissem com objectividade e rigor os fins para que foram criados e não continuassem a ser a lotaria em que estão transformados.

domingo, 15 de julho de 2007

Um novo paradigma escolar

Toda a discussão acerca da ineficácia do nosso sistema de ensino gira em torno de soluções internas ao sistema educativo.
A realidade é que a sociedade mudou, a forma como as crianças são educadas pelas famílias modificou-se radicalmente, mas a Escola não consegue acompanhar o passo das restantes tranformações.
O drama pedagógico que atormenta os professores é a ausência de soluções para os novos problemas que todos os dias os alunos lhes colocam, sejam de natureza metodológica, sejam de comportamento. E é aqui que reside o essencial da questão.
A propósito disto lembrei-me desta citação de um dos gurús da liderança.

"O modo de pensar que conduziu ao êxito no passado não nos levará ao êxito no futuro."
Ken Blanchard


Agora quer-se endossar a responsabilidade do falhanço do sistema aos professores, que também terão a sua culpa, mas que não são, muito longe disso, os principais responsáveis.
A resposta está num novo paradigma escolar, não nas soluções pedagógicas e organizativas do passado. E isto compete aos responsáveis políticos definir, pelo que devem ser os primeiros a assumir os maus resultados escolares e deixarem de querer, cinicamente, assacar responsabilidades apenas aos professores.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

As contas erradas da Matemática

Um quarto dos alunos do 9.º ano tiveram 1 a Matemática e 75% tiveram negativa. Estes são os números que geram títulos de primeira pégina e oferecem a oportunidade para se esgrimirem argumentos políticos e técnicos sobre o "escândalo" que estes resultados constituem.
Por detrás deles está uma realidade complexa que não é redutível a chicanas políticas nem a ideias fundamentalistas pró ou contra o "eduquês", esse chavão que entrou no nosso vacabulário pedagógico pela mão de Marçal Grilo e que é o bombo da festa quando se pretende, de uma forma simplista, encontrar um bode expiatório para a ineficácia do sistema educativo.
A questão da Matemática é apenas a ponta de um enorme iceberg.
Para resolver o problema é necessário considerar múltiplos factores, uns técnicos, outros culturais e sociais. Mais do que atirar responsabilidades uns contra os outros, é necessário ter presente que este assunto não diz respeito apenas à Escola, nem se resolverá unicamente dentro das suas limitadas paredes.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Cidadão livre

Não costumo responder a posts críticos sobre mim ou sobre os meus actos, nem o farei, excepto se circunstâncias muito graves a isso me obrigarem.
Ao expor-me num forum deste tipo aceito como natural as opiniões divergentes da minha, mas jamais aceitarei que alguns me pretendam fazer refém da minha condição profissional, presente ou passada, ou da minha militância de qualquer tipo.
Sempre pensei pela minha cabeça e nunca aceitei, independentemente dos cargos ou situações, dogmas ou ideias e práticas com as quais não me identifico.
Em décadas que já levo de cargos públicos sempre pus acima dos meus interesses pessoais o interesse geral e honro-me de ter saído sempre pelo meu pé quando os mandatos terminaram ou quando decidi sair e de ter realizado avaliações sobre o meu trabalho.
Para aqueles que agora se esforçam em tentar encontrar contradições entre o meu desempenho enquanto DREC e as opiniões críticas que aqui tenho expendido, aconselho que leiam com atenção o que então fui escrevendo em artigos e textos de orientação enviados para as escolas e que consultem o Relatório de Avaliação realizado junto de todos os cerca de 250 Conselhos Executivos da Região Centro onde 0,96% consideraram o meu trabalho insatisfatório, 12,92% satisfatório, 60,29% bom e 25,84% muito bom.
Por outro lado, o facto de ser militante do PS não me inibe de criticar o Governo nem o que acho que deve ser criticado ou não merece a minha aprovação.
Continuarei, pois, como até aqui, fazendo o meu caminho, e com as pedras que for encontrando farei um "castelo".