terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Ano novo, vida nova

Claro que apenas o simbolismo separa o ano velho do ano novo, mas que é sempre um momento de renovar a esperança e acreditar que muito pode ser mudado para melhor, disso ninguém duvida.
Por isso fiz questão de não deixar passar este momento sem o assinalar.
As festas têm dominado os últimos dias num continuum entre as celebrações do aniversário de Jesus e as do Ano Novo. Historicamente estas celebrações são quase tão antigas como o Homem pois já desde os mais recônditos tempos se comemorava a passagem do solstício de inverno e a vitória da luz sobre as trevas.
Uma das tradições mais recentes é a de enviar cartões de Boas Festas. É uma forma de fazer saber aos nossos amigos que os relembramos e com eles partilhamos este tempo de festa e alegria. Como tudo, também as Boas Festas se tornaram um produto de consumo massivo e dos amigos e conhecidos passou-se para a generalização do seu envio, que os produtores de cartões e os correios agradecem.
Com a revolução informática e das telecomunicações as Boas Festas tornaram-se uma praga. São os tradicionais cartões, as mensagens de e-mail e os sms. Muitas nem sequer são personalizadas e um modelo serve para dezenas, centenas ou mesmo milhares. O significado perde-se, mas ganha a "comunicação".
De entre as muitas que recebi transcrevo uma que me chegou por sms, não assinada e cujo número não consegui identificar, mas que elegi como a mais interessante. Não sei se é original ou cópia, mas como quer que seja é bonita e inspiradora.

"A grande arte desta vida é acordar depois de um sonho, levantar depois de um tombo, sorrir depois de uma decepção, não desanimar e ver o futuro com a vitória na mira. Lembrei-me de ti porque o futuro é também o reflexo do passado e os amigos ficam sempre guardados no coração...UM ÓPTIMO ANO 2008..."

Dos presentes que recebi destaco um magnífico livro de Lee Iacocca, "Onde estão os bons líderes?" Apaixonante. Numa linguagem directa e sem rodriguinhos inúteis, que os americanos tão bem dominam, o autor é demolidor para com a política de Bush e do "cartel do petróleo" e levanta uma série de interrogações sobre as opções políticas dos Estados Unidos e o seu futuro. Pelo meio vai falando sobre liderança e estabelece a lista de Cs que todo o líder deve possuir: curiosidade, criatividade, comunicação, carácter, coragem, convicção, carisma, competência e senso comum. Imperdível.