quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

A educação na agenda do Presidente

Na tradicional mensagem de Ano Novo, o Presidente da República não esqueceu a educação e o "défice de qualificação dos portugueses".
Também lembrou as desigualdades gritantes entre as remunerações de certos gestores de topo de empresas portuguesas e os trabalhadores das mesmas. Hoje, o responsável da consultora que realizou esse levantamento declarou que os gestores ganham em média vinte a trinta mil euros por mês!!! Como ele próprio afirmou, os gestores ganham remunerações similares aos dos seus congéneres da União Europeia, portanto não ganham muito, os trabalhadores é que ganham pouco.
O baixo nível remuneratório dos portugueses será causa ou consequência do défice de qualificação? Já agora outras perguntas. Porque estão os Centros de Emprego a abarrotar de licenciados desempregados? O problema dos portugueses é de falta de qualificações ou de falta de certas qualificações?
Pois é, a questão não é simples, e como tem sublinhado Maria Filomena Mónica, as qualificações académicas, só por si, não significam muito. A pujante economia chinesa bem o prova. De qualquer forma é desejável que o esforço que se vem fazendo no aumento generalizado das qualificações dos portugueses, seja pela formação inicial, de segunda oportunidade, graduada e pós-graduada e ao longo da vida, seja continuado e incentivado.
A chamada de atenção do Presidente da República constitui, sem dúvida, um estímulo e uma exigência.