quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Telemóveis e iPodes na sala de aula

Um Anónimo deixou um endereço no post anterior que me conduziu a uma notícia sobre a utilização pedagógica de telemóveis e iPodes na sala de aula por parte de uma professora que está a fazer uma tese de doutoramento.
A matéria não é nova e tive ocasião de assistir em Berlim, muito recentemente, no âmbito da Educa Berlin 2007, à apresentação de uma comunicação bem interessante que versava exactamente sobre este tema.
Nada tenho a opôr à utilização pedagógica de telemóveis, iPodes, internet e o mais que se quiser, nas aulas e fora delas, mas isto não se pode confundir com o seu uso abusivo para finalidades que nada têm de educativas, como seja mandar mensagens enquanto se ignora o trabalho dos professores ou para filmar e gravar o que estes dizem, utilizando esse material para os gozarem truncando frases e montando imagens, para já não falar do incómodo que constitui a sinfonia de toques que às vezes soa a despropósito.
Entendamo-nos. Em cada escola tem de haver uma orientação clara, que compete à direcção definir, sobre o uso dos telemóveis nas salas de aula. Na generalidade, o que se conhece, aqui e no resto do mundo, é a interdição do seu uso, como aliás em todos os ambientes onde a sua utilização se torna prejudicial para o bom ambiente de trabalho.
Quem prevarica tem de ser sancionado, e as sanções aplicáveis devem ser do conhecimento geral. Claro que se exclui deste princípio a sua utilização pedagógica, mas isso cai no domínio da livre escolha de cada professor.
Daí a aceitar que um aluno chame ladra a uma professora que lhe retira temporariamento o telemóvel vai um abismo.