domingo, 10 de fevereiro de 2008

Novos prazos para a avaliação dos professores

O calendário eleitoral começa a fazer estragos na arrogãncia de alguns ministros. Só isto explica que o ME venha agora dar o dito por não dito relativamente aos prazos para a avaliação dos docentes, remetendo para as escolas a marcação de prazos que o próprio ministério havia definido e que ainda há dois ou três dias um secretário de estado reafirmara.
Com os tribunais a darem acolhimento a providências cautelares e o conselho das escolas, espécie de sindicato, criado pelo próprio ME, a afirmar a impossibilidade de cumprir os prazos, o ministério cedeu ao bom senso e a mais uma campanha de rua e remeteu para as escolas a batata quente.
A decisão é de saudar, mas o que fica por esclarecer são os fundamentos de uma orientação política sempre crispada, que à negociação prefere o confronto. Para quê, com que objectivos? Muito do que de positivo esta equipa do ME tem feito é delapidado pela total falta de sentido de gestão dos recursos humanos de que dispõe e pela completa incapacidade de diálogo que demonstra, a roçar o autoritarismo.