domingo, 23 de março de 2008

Afinal a culpa foi do telemóvel

O Conselho das Escolas, ou o seu presidente, já encontraram solução para evitar situações idênticas à que ocorreu na Escola Carolina Michaélis - acabar com os telemóveis nas escolas.
Não fosse a existências deste aparelhos incómodos e nada daquilo se teria passado, portanto uma medida radical só mesmo impedir os alunos de os levar para a escola.
Já agora podia seguir-se idêntico processo com os computadores, os projectores de vídeo, talvez mesmo os rectroprojectores e com diligência chegaríamos mesmo aos livros que, como se sabe, costumam ser queimados por conterem ideias perigosas.
A aluna pode dormir descansada, a professora pode curar calmamente as feridas e sentir-se vingada, "não mais telemóveis nas escolas", pois, como fica provado, foi este o culpado do sucedido, é este o verdadeiro réu do processo, é sobre este que se deve abater a censura pública.
Correndo o risco de ser retro, esta "anedota" lembra-me aquela história do puto que parte um vidro. Antigamente era responsabilizado e, eventualmente, castigado. Hoje, alguém muito preocupado perguntará "por que estará ele a querer chamar a atenção?".
Afinal quem é que está a ver o mundo e os valores de pernas para o ar?