terça-feira, 15 de abril de 2008

Acordos e desacordos

Era fatal como o destino. A unidade dos professores sempre foi uma ilusão conjuntural fundada na revolta mas sem solução de continuidade. Todos o sabiam, embora agora alguns façam por ignorar. Cada dia que passa a imagem dos professores fica ainda mais afectada e agora já não é a Ministra, o ME ou o Governo, são os próprios professores (alguns, já se vê) a encarregar-se disso, com os sindicatos á frente.
No fundo, o que se pensa é que os professores não querem ser avaliados, que os sindicatos têm a sua agenda própria condicionada a questões políticas e muito pouco a matérias educativas, que a classe que foi capaz de se mobilizar para uma manifestação não consegue uma saída construtiva para o atoleiro a que a conduziram as políticas do ME e a acção dos sindicatos.
O novo decreto de gestão já foi promulgado. É mais uma peça do puzzle que o ME vem construindo. Entretanto a sociedade começa a ficar farta do ambiente de agitação que se vive no ensino em geral e os professores recomeçam a ser apontados como os maus da fita.
Começa a ser tempo de cada escola olhar para si e procurar soluções para os problemas que a afectam. Parece contraditório, mas é uma espécie de princípio de realidade. Se há escolas que funcionam bem no universo que todos conhecemos é porque é possível encontrar soluções mesmo num contexto pouco favorável. As boas práticas de outros podem ser a chave para os problemas de terceiros.