Um bloguista anónimo entendeu fazer alguns comentários sobre as minhas opções familiares em matéria de escolha da escola para os filhos. Naturalmente que quem se expõe sujeita-se a comentários de toda a ordem e eu aprendi já há muitos anos a conviver bem com isto.
No entanto, acho oportuno esclarecer que defendo o direito inalienável à privacidade e entendo que o ter-se actividade pública não autoriza quem quer que seja a devassar a nossa intimidade.
Posto isto, não tenho qualquer rebuço em deixar claro que considero que numa sociedade moderna o ensino estatal e o privado são ambos opções legítimas, sendo que Portugal, como muitos outros países, promovem o direito à educação através de escolas geridas directamente pelo Estado e escolas geridas por entidades privadas, embora subvencionadas para que possam prestar um serviço equivalente às estatais.
O preconceito contra o ensino privado não faz parte do meu portfólio de ideias e práticas e respeito igualmente um e outro, bem como os profissionais que prestam serviço em cada um. Sou um homem da escola pública, onde sou professor há mais de trinta anos, o que nunca me inibiu de colaborar com o ensino privado sempre que para isso houve oportunidade.
Enquanto cidadão e pai escolho as escolas para os meus filhos em função de critérios de qualidade, seja de ensino seja de serviços complementares prestados. Se são estatais ou privadas é irrelevante.