segunda-feira, 14 de abril de 2008

Outros países, os mesmos problemas

Em Portugal o Superior está em polvorosa. Foi Bolonha, cujos ecos hão-se perdurar por muitos e bons anos, agora são os novos estatutos, não tarda serão as novas carreiras; estas talvez fiquem para a próxima legislatura que agora a ordem é para apagar fogos e não para os atear.
Pelo meio há as questões do financiamento, do reajustamento da rede, dos consórcios, para já não falar dos cursos inviáveis por falta de alunos e dos professores excedentários, entre outros.
Mas se passarmos a fronteira a situação não é melhor, talvez até seja pior, pois em Espanha a politização das instituições de ensino superior, que aqui dependem das autoridades regionais, é bem superior ao que se passa em Portugal.
Com o novo regime jurídico veremos o que vai acontecer, designadamente com a Presidência do Conselho Geral entregue a uma personalidade externa às instituições e o reforço da "sociedade civil" no governo de universidades e politécnicos.
Sabendo-se que não há soluções perfeitas, o retrato do que se passa em Espanha é francamente desanimador ou então são os meus interlocutores que são muito pessimistas.
Idêntica é a má opinião dos políticos, mas este é um problema que vem de muito longe e que só é abafado nas ditaduras. Assim sendo, dizer mal dos políticos é bom sinal. Viva a democracia.