sexta-feira, 2 de maio de 2008

Escolas eficazes

Em conversa com uma colega que integra as equipas de avaliação de escolas, confessou-me ela que os inspectores que as integram têm uma preocupação especial com os resultados alcançados pelos alunos. É uma perspectiva, tem as suas limitações, já que a aprendizagem é muito mais do que apenas os resultados, mas estes têm de ser encarados com a relevância que lhes é própria.
Por absurdo será possível pensar numa escola óptima, onde os alunos são péssimos? Ou numa péssima, onde os alunos são óptimos? Claro que não, a qualidade das escolas mede-se por um conjunto diversificado de indicadores, mas os resultados vêm à cabeça.
É certo que os resultados dos alunos não dependem apenas de factores escolares, mas não deixa de ser verdade que o peso da escola nos resultados é enorme. Para além dos factores individuais, contam a competência dos professores, o funcionamento da turma, a organização da escola e a interacção com o contexto. A estruturação do ensino e a gestão da turma são elementos decisivos para bons resultados de aprendizagem, como também o são a liderança da escola, a disciplina e a existência de um quadro sólido de valores, bem como uma boa relação com os pais e com a própria comunidade.
As escolas não são todas iguais e os resultados dos alunos estão relacionados com a maior ou menor qualidade que elas evidenciam. É bom que todos tenhamos consciência disso, não para confirmar o facto, mas para agir em prol da melhoria das aprendizagens e da eficácia das escolas.