sexta-feira, 30 de maio de 2008

Ser Professor

João Ruivo ((Coord.) João Sebastião, José Rafael, Paulo Afonso e Sara Nunes deram à estapa, em edição do Instituto Politécnico de Castelo Branco e da Associação Nacional de Professores, Ser professor. Satisfação profissional e papel das organizações de docentes.
De um universo de 148750 docentes (educadores de infância e professores dos vários graus de ensino não superior) trabalharam com uma amostra estratificada de 3252. A recolha de dados foi feita através de questionários enviados e recolhidos entre Abril e Maio de 2006.
Conclusões
- Docentes maioritariamente do sexo feminino, licenciados, profissionalizados, trabalham há mais de vinte anos, são sócios de um sindicato ou associação sindical e têm um vínculo estável.
- Sentem-se satisfeitos quando avaliam a sua auto-estima e a sua imagem profissional, mas sentem que a sociedade não reconhece o seu trabalho e consideram insuficiente o seu estatuto remuneratório e revelam apreensão relativamente ao futuro.
- Mostram-se satisfeitos com a escola e com os alunos e referem positivamente a gestão, as condições de trabalho e o bom ambiente aí vivido, mas manifestam-se insatisfeitos com a falta de empenho dos alunos na aprendizagem e com a política educativa.
- Um número expressivo não voltaria a escolher a profissão se tivesse que começar de novo, "até porque consideram que a carreira de professor não é prestigiante".
- Concordam com a criação de uma Ordem dos Professores e mostram-se insatisfeitos com os sindicatos e com as condições de progressão na carreira.
É um retrato interessante, embora com contradições evidentes nas próprias conclusões, o que não espanta, sabendo-se como se tornou contraditório ser professor em Portugal. Um bom contributo para um melhor conhecimento da classe e um estudo a ler com atenção.