domingo, 24 de agosto de 2008

O fingimento é a arte da fuga

Agosto tem este fascínio, o de ser um limbo onde tudo adormece durante o tempo em que o país pára para férias e os problemas descansam. Em Setembro logo se vê.
Sintomas de crise nem vê-los, a prosperidade aí está nos carros topo de gama que aceleram nas auto-estradas, nos hotéis lotados, nos restaurantes com filas à porta, nos programas de férias em destinos exóticos esgotados.
É certo que tudo não passa de uma ilusão, afinal há cerca de dois milhões de pobres em Portugal e muitos outros que o não sendo vêem as suas condições de vida agravar-se todos os dias, mas o fingimento é a arte da fuga.