domingo, 29 de junho de 2008

Escolas ou reformatórios?

Um destes dias estive numa escola a fazer uma conferência a que dei o nome "Ser professor, uma profissão de risco e com riscos". Uma das coisa que mais me impressionou foi a atitude manifestada por alguns colegas acerca dos alunos "difíceis" eufemismo para classificar os corrécios que não estudam, prejudicam o ambiente e a aprendizagem dos outros e dão cabo da cabeça aos professores.
Claro que estes alunos não podem ser segregados pois a saída da Escola sem qualquer qualificação equivale a um passaporte para as franjas da sociedade e para trabalho desqualificado. Existem hoje alternativas formativas para estes alunos, com currículos adaptados às suas necessidades, mas continuam a faltar professores treinados para responder a estas situações.
E o problema reside aqui, não se pode lidar com estes alunos como se lida com os outros, a diferença existe e não vale a pena fingir que não é assim. Os holandeses, por exemplo, resolveram o problema com escolas especializadas em alunos "difíceis", é uma forma de resolver a questão. Em Portugal a doutrina oficial é a integração. Seja como for, o que importa é que o sistema funcione e não é isso que parece estar a acontecer entre nós.

sábado, 28 de junho de 2008

AECs para que te quero

O Sr. Vereador do Pelouro da Educação da Câmara de Leiria afirmou ontem, em plena reunião da Assembleia Municipal, que os responsáveis dos vários agrupamentos do concelho lhe manifestaram opiniões muito desfavoráveis relativamente às Actividades de Enriquecimento Curricular, considerando-as uma péssima solução e uma alternativa sem qualidade. Inclusivamente relatou que muitos alunos não tiveram uma aula de Inglês durante todo o ano.
A estatização dos ATL nunca podia ser uma boa medida, mas é urgente avaliar o que se fez e o que se está a pensar fazer para não se vender gato por lebre aos alunos e aos pais.
Mas atenção, a solução não é curricularizar as AEC, é encontrar soluções flexíveis por agrupamento e dar-lhe maior autonomia para se auto-organizarem nesta área.
Aqui está um domínio em que a intervenção das câmaras em vez de melhorar o sistema, o pode piorar. Por favor aprendam com as más experiências e não se esqueçam do que está a acontecer quando pensarem nos funcionários que passaram para as autarquias e na crescente influência destas nas escolas, nomeadamente com o novo decreto da gestão.

Juízes e professores

Uns juízes sofreram uma agressão na sequência da leitura de uma sentença relacionada com um caso de droga. O Presidente do Conselho Superior da Magistratura correu à cidade onde ocorreu a agressão para lhes manifestar a sua solidariedade. Entretanto, os juízes decidiram não fazer mais julgamentos enquanto não forem garantidas as condições de segurança.
Vejam a diferença com os professores. Já alguém viu um Secretário de Estado que seja, quanto mais a Ministra, irem, de imediato, a uma escola na sequência de uma agressão a professores? E se quando um professor sofre uma agressão a escola fechasse enquanto não fossem garantidas as condições de segurança?
Pois é...droga de vida...

domingo, 22 de junho de 2008

Obama, you can!

O mundo é um lugar perigoso e a metáfora de que se uma borboleta bate as asas na Ásia, provoca um tornado nos Estados Unidos, nunca foi tão verdadeira, com a agravante de que ao chegar cá o tornado já virou tsunami.
Por isso é tão importante a escolha do Presidente dos USA, sabendo-se como pode influenciar o rumo do mundo, para o melhor ou para o pior e ninguém, consciente, pode ficar indiferente a tão importante acontecimento.
Diz-se que McCain tem experiência e que Obama é um idealista. Por isso mesmo é que chegou até aqui, porque as pessoas estão sedentas de alguém que as inspire e as faça acreditar num mundo melhor. De gestores do quotidiano estamos todos fartos. Que regressem os ideais.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Que se lixe a taça!

Ao contrário das notícias a verdadeira história do Europeu é que portugal ganhou à Alemanha. A verdade é que rematámos mais e tivemos a bola mais tempo. Eles só meteram mais golos do que nós, mas o que é que isso interessa? Nós é que somos os verdadeiros campeões...da posse de bola.
Já tirei a bandeira e guardei o cachecol. Durante uns tempos vão ficar na naftalina não vão as traças tecê-las. É por isso que eu gosto de ser português, ganhamos sempre...mesmo quando se perde e a naftalina purifica.
Adeus Scolari, vamos ter saudades tuas. Aqui está outro que ganha sempre, mesmo quando perde. Ouviram falar em sete milhões e meio no Chelsea? Também mais milhão menos milhão que influência é que isso tem no salário mínimo nacional?
Viva a Selecção que nos (desa)anima o coração.

domingo, 15 de junho de 2008

Funcionários para as autarquias

Aqui está a lista da "entente" para a exportação do pessoal não docente para as autarquias.

O processo negocial relativo à transferência de competências para os municípios em matéria de gestão de pessoal não docente das escolas básicas e da educação pré-escolar foi concluído, no dia 4 de Junho, entre o Ministério da Educação (ME), a Secretaria de Estado da Administração Local, a Frente de Sindicatos da União Geral de Trabalhadores e o Sindicato de Quadros Técnicos do Estado.

Os sindicatos entram nesta ópera bufa como idiotas úteis ou para tentar fazer dos outros idiotas? É que o processo, tal como tem sido conduzido, é uma aberração de consequências nefastas para as escolas e para as autarquias.

Do PREC a Utreque. A saga do petróleo

Nos tempos do PREC (1975), com o petróleo ao preço do ouro, o Governo chegou a admitir um embargo às importações de automóveis. Desabafo de um líder operário - “Querem tirar aos trabalhadores o único luxo que temos - um carrito”.
Trinta anos depois em Utreque (Holanda), procurava uma morada, e perguntei a vários pessoas como lá chegar. Todas me aconselharam a ir de autocarro e nem uma me sugeriu um táxi.
Há muitos anos que se sabe que o actual modelo energético está condenado, mas continuamos dependentes do petróleo. Então porque não se deu/dá prioridade absoluta aos transportes públicos e ao modo ferroviário? Porque a mentalidade é a mesma e o lobby das petrolíferas e dos fabricantes de automóveis também .

Funcionários para as autarquias

Com a benção de alguns sindicatos, o ME e a Secretaria de Estado da Administração Local lá consumaram o acto de transferência dos funcionários não docentes para a tutela das autarquias. Percebo a posição do Ministério, de se querer ver livre de um problema que não pára de crescer, mas não entendo a das autarquias, muito menos a dos sindicatos. Também não encontro explicação para o silêncio ensurdecedor das escolas sobre o assunto. Será que, como diria o Scolari, "O burro sou eu?".
Ou estou enganado ou não tardará muito para que, nalguns casos, passem a mandar mais nas escolas os presidentes das câmaras do que os futuros directores.

Dia do diploma

O Ministério da Educação (ME) vai criar o Dia do Diploma no próximo ano lectivo, conforme informação disponibilizada às organizações sindicais, no âmbito da audição relativa ao calendário escolar do próximo ano lectivo.
Com a consagração deste Dia, o ME pretende valorizar a importância da conclusão do Ensino Secundário, nível que o Governo estabeleceu como referência para a qualificação da população portuguesa.
No mesmo sentido, o ME criará um Prémio de Mérito para os melhores alunos dos cursos científico-humanísticos e cursos profissionais em cada escola.
Num país onde impera a síndrome do "canudo" tenho dúvidas que o "dia do diploma" possa ser uma mais-valia, mas como diz o outro "o povo quer é folclore".
Quanto aos prémios, quem não gosta de os receber? Não será por aqui que o sistema muda, mas como se dizia na minha terra acerca dos medicamentos que um farmacêutico receitava "se não fizerem bem, mal também não".

Publicações sobre Educação Pré-escolar


A Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular (DGIDC) acaba de disponibilizar quatro publicações nos domínios da Matemática, Linguagem Oral e Abordagem à Escrita, que se constituem como um recurso para a acção do educador de infância e têm o objectivo de proporcionar uma melhor compreensão e operacionalização das Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar.
Intituladas A Descoberta da Escrita, Linguagem e Comunicação no Jardim-de-Infância, Geometria e Sentido do Número e Organização de Dados, as brochuras estão disponíveis no sítio da DGIDC, em
http://sitio.dgidc.min-edu.pt/PressReleases/Paginas/BrochurasEdPreEscolar.aspx.

Encontro Internacional sobre Educação Especial

Hoje é dia de serviço público...Mais informação do Gabinete de Comunicação do ME


As comunicações apresentadas no Encontro Internacional sobre Educação Especial, realizado em Lisboa no passado dia 07 de Junho, já estão disponíveis no sítio da Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular (DGIDC), em http://sitio.dgidc.min-edu.pt/PressReleases/Paginas/EncontroTematico–EducacaoEspecial.aspx.

Avaliação de desempenho dos professores

Como este blogue também presta serviço público, fica aqui informação que me chegou do Gabinete de Comunicação do ME e que interessa a muita gente.


Publicado o diploma sobre regime transitório

O diploma que regulamenta o regime transitório de avaliação de desempenho
dos professores e os respectivos efeitos durante o primeiro ciclo de avaliação,
que se conclui no final do ano civil de 2009, foi publicado no Diário da República.
Tendo em conta a experiência da aplicação deste regime transitório, desde a data em que entrou em vigor, e o Memorando de Entendimento celebrado com as associações sindicais representativas dos professores, este decreto regulamentar tem como objectivo regular o primeiro ciclo de avaliação de desempenho, que se desenvolve nos anos escolares de 2007/2008 e de 2008/2009.
Assim, de acordo com este diploma, as escolas devem realizar as acções necessárias à aplicação do sistema de avaliação de desempenho dos professores, durante o ano escolar de 2007/2008, designadamente através da alteração dos respectivos projectos educativos para a fixação de objectivos e de metas, da fixação dos indicadores de medida e do estabelecimento do calendário anual de desenvolvimento do processo de avaliação.
No que diz respeito aos docentes que sejam objecto de avaliação só até ao final do ano civil de 2009, as escolas devem proceder, em 2007/2008, à recolha de todos os elementos constantes dos registos administrativos dos estabelecimentos.
Relativamente aos professores que, neste ano escolar, necessitam de ser avaliados para progredirem na carreira ou para efeitos de renovação ou de celebração de novo contrato, o órgão de gestão procede à aplicação de um procedimento de avaliação simplificado, que inclui:

* a ficha de auto-avaliação;

* a avaliação dos seguintes parâmetros pertencentes à avaliação efectuada pelo órgão de direcção: nível de assiduidade, cumprimento do serviço distribuído e acções de formação contínua.

Neste primeiro ciclo de avaliação, são reforçadas as garantias dos avaliados, nomeadamente no que se refere aos efeitos da atribuição das classificações de Regular e de Insuficiente.
Deste modo, os efeitos da atribuição destas menções qualitativas ficam condicionados aos resultados de uma nova avaliação, a ser realizada no ano escolar seguinte, não se concretizando, caso a classificação do docente nessa avaliação seja, no mínimo, de Bom.
Ainda segundo as regras definidas, os professores que sejam avaliados, em 2007/2008, para efeitos de progressão na carreira, são novamente avaliados em 2008/2009.
Quanto aos docentes contratados, pode ser aplicado, a seu pedido, o regime de avaliação simplificado, no ano escolar de 2007/2008. Este regime também pode ser aplicado, a partir de 2008/2009, aos professores com um contrato celebrado por menos de 120 dias.
No primeiro ciclo de avaliação, os coordenadores de departamento curricular ou os coordenadores do conselho de docentes são avaliados pelo presidente do conselho executivo ou director, enquanto os vice-presidentes e os adjuntos das direcções executivas ou o subdirector e os adjuntos são avaliados pelo órgão de direcção executiva.
A comissão paritária, criada com o objectivo de garantir o acompanhamento do regime de avaliação de desempenho dos professores, pelas associações representativas dos docentes, tem acesso a todos os documentos de reflexão e de avaliação produzidos pelas escolas e pelo Conselho Científico para a Avaliação dos Professores.

Para mais informações, consultar o decreto regulamentar publicado no Diário da República, em
http://www.dre.pt/pdf1sdip/2008/05/09900/0292802930.PDF.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

A escola da Apelação

Alguns devem ter visto a reportagem que passou ontem sobre a escola da Apelação no concelho de Loures, a mesma onde no ano passado foram filmadas cenas impróprias de violência inaudita. Na altura o ME até processou a gestão por ter autorizado a RTP a colocar câmaras dissimuladas, mas a verdade é que a reportagem-choque produziu efeitos, a acreditar no que ontem se viu também na RTP.
Não se percebeu se os órgãos de gestão foram substituídos, fiquei com a ideia que sim, mas a escola foi considerada um TEIP (Território Educativo de Intervenção Prioritária) e dispõe hoje de um corpo técnico e de mediadores que conseguiram, conjuntamente com os professores, transformar a escola num local que os alunos passaram a respeitar e onde os problemas disciplinares diminuiram drasticamente.
Em simultâneo a escola reforçou a sua ligação ao bairro social que lhe fica próximo, e de onde é originária a maioria dos alunos, tendo-se estabelecido uma interacção muito estreita e, sempre acreditando no que foi dito, a escola é hoje considerada como parte integrante do bairro com o que isso implica de sentidmento de identidade mútua.
Mesmo que nem tudo seja tão cor de rosa como foi descrito, fica a prova, mais uma, de que não estamos condenados a ter escolas de marginais. Os meios existem, os recursos humanos também, o que falta mesmo, às vezes, é organização e liderança.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Os patrões camionistas

Os patrões camionistas têm direito de se defender da crise, mas não têm o direito de paralisar o país. Já não é a primeira vez que isto acontece e a Europa vive refém destes senhores que já mostraram ser capazes de parar o continente e que infundem pavor aos governos de todas as latitudes.
Seja como for, o Governo, que tem sido tão lesto a tomar medidas contra os professores, que não peque agora por cobardia e faça o que tem a fazer e rapidamente, repor a legalidade no país, que é como quem diz, restabelecer o direito de circulação para todos.

domingo, 8 de junho de 2008

Programa Integrado de Educação e Formação

O PIEF é uma fronteira entre a escola e o nada. Por isso todos quantos se envolvem neste programa são heróis, sejam as escolas, os professores, os técnicos e, sobretudo, os alunos. Infelizmente a sensibilidade para acolher os alunos PIEF não é muita por isso quero aqui deixer o exemplo da escola Correia Mateus, em Leiria, que acolhe as duas únicas turmas de todo o distrito de Leiria e que, na semana passada, organizou uma interessantíssima conferência sobre a temática da exclusão e o papel dos cursos PIEF.
É com coragem para enfrentar desafios difíceis, com equipas multidisciplinares e com capacidade para potenciar as sinergias da comunidade que se muda a Escola.
Num tempo em que abandono escolar significa entrar num submundo de incertezas, às escolas compete tudo fazer para que nem um aluno saia sem um nível de escolaridade e aptidão profissional mínimo.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Os portugueses pobres

Os pessimistas dizem que há dois milhões de portugueses pobres, os optimistas admitem ser apenas um milhão e oitocentos mil. Em todo o caso são imensos.
O mais importante é que para além das estatísticas estão pessoas, idosos, gente de meia-idade, jovens, crianças, famílias que não conseguem auto sustentar-se, situações sociais terríveis, fome e privações de toda a espécie.
A pobreza não é uma realidade virtual, está mesmo aqui ao nosso lado, dá-nos os bons dias, cruza-se connosco na rua e, sobretudo, nas consciências. Apesar de tudo há quem durma descansado. É este o país que queremos?

segunda-feira, 2 de junho de 2008

O folclore da avaliação

Não sei se sabem, o ME pediu aos Centros de Formação que indicassem representantes para participarem nuns seminários realizados em regime residencial durante três dias em unidades hoteleiras de grande nível para "aprenderem" a ser formadores de avaliação do desempenho docente.
Nos grupos havia de tudo, desde docentes quase sem experiência significativa até professores universitários, numa verdadeira afirmação de que tudo o que vem à rede é peixe.
A partir de agora, são esses docentes que vão desmultiplicar pelo país a metodologia da avaliação. É a segunda edição, revista e aumentada, da bagunça absurda do concurso para titulares. Que legitimidade têm estes colegas para irem "vender" a avaliação aos outros? Terem estado num seminário onde foram ungidos com os óleos sagrados do poder e recebido as "tábuas dos mandamentos avaliativos" dos seus ideólogos?
Quem disse que o ME não era capaz de formar os avaliadores? A resposta aí está, pode até dar-se o caso de um colega nunca ter tido contacto com metodologias de avaliação do desempenho, mas depois deste seminário ficou especialista e habilitado a fazer formação para outros. Era assim que se fazia na tropa quando eu por lá andei e era necessário preparar carne para canhão, que a guerra era exigente em matéria de números. Pelos vistos continuamos em guerra.
E os sindicatos, o que dizem disto? E as associações de professores? E as Universidades e Escolas Superiores de Educação? E todos os outros especialistas? E os professores que vão aprender a avaliar e a ser avaliados?
Este país ensandeceu ou a avaliação do desempenho docente transformou-se numa actividade próxima da produção de salsichas?

domingo, 1 de junho de 2008

Eurite aguda

Nada melhor para regenerar as ambições nacionais do que uma futebolada a sério. Os craques já estão na Suiça e a loucura já começou. Quero lá saber da crise, das angústias existenciais dos professores portugueses, do aumento dos combustíveis, dos dois milhões de pobres, ou serão só um milhão e oitocentos mil (?), dos direitos humanos no Tibete ou no Darfur, da fome que regressou em força à Etiópia e a muitos outros sítios, eu quero lá saber de desgraças, que se lixem os pobres e oprimidos, se não saem da miséria é porque também não merecem mais.
Eu quero é saber dos nossos heróis da bola, que descansem, que comam bem, não os incomodem, os homens merecem tudo, aliás deviam até ganhar mais, com a carestia que para aí vai a federação devia-lhes até aumentar os prémios, o Scolari que se inspire, convoque-se a virgem do Caravagio, de que o homem é devoto, mas a Nossa Senhora de Fátima que não seja esquecida, tudo a bem da Nação, nada contra a Nação, nós somos bons carago e vamos ganhar a essa canalha que se nos atravesse.
Façam promessas, façam figas, façam vudu, façam candomblé, façam tudo o que souberem, sacrifiquem uns galos pretos, esfreguem-se com alho, munam-se de uma pata de coelho, de uma ferradura, vocês hão-se saber, mas, por favor, façam com que a selecção ganhe o campeonato. Devemos isso ao Vasco da Gama, se o homem chegou à Índia estes gajos não são capazes de chegar á Europa? Era só o que faltava.