domingo, 25 de janeiro de 2009

O porto inseguro de Sócrates

O Freeport tornou-se o porto inseguro de Sócrates. Acredito na sua inocência e não posso deixar de me recordar da história do lobo e do cordeiro. " - Se não foste tu, foi o teu pai (tio e primo, neste caso)", mesmo que ainda nada se tenha provado de substantivo relativamente a qualquer deles.
Qual crise, qual desemprego galopante, qual colapso de milhares de economias familiares. O Freeport é que parece ser a verdadeira preocupação do país.
Em momentos de tormenta torna-se ainda mais premente um timoneiro. Alguém vê outro melhor do que Sócrates? Então por quê esta sanha de o atirarem ao tapete sem indícios palpáveis, apenas com base em suposições e declarações inócuas? E a justiça? Não é essa a sede própria para tratar do assunto?
Custa-me imenso ver os jornalistas a fazer o papel de investigadores, tanto mais que em sede própria há meios de defesa e na comunicação social resta a fogueira, como nos tempos da Santa Inquisição.
Que não se goste de Sócrates é uma liberdade que cada um administra como quer, mas crucificá-lo assim é uma imoralidade e um atentado aos mais elementares princípios que devem reger uma sociedade democrática.
A liberdade de informação nem sempre se compagina com a necessidade de aumentar as tiragens e as vendas.