sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Os casamentos de homosexuais

O tema foi anunciado como um dos tópicos fracturantes que o PS vai colocar à consideração dos portugueses nas próximas legislativas. Só num país ainda refém de um lastro de ideias obsoletas é que esta matéria suscita excitação. Até os nossos vizinhos espanhóis já arrumaram este assunto.
Mário Soares não perdeu tempo e veio dizer que o tema não é prioritário que o que se deve discutir são as assimetrias sociais e dar mais importância a trabalhadores e sindicatos.
Ora bem, que eu saiba, os nossos concidadãos, homens e mulheres, que têm uma orientação sexual deste tipo também são trabalhadores, alguns são sindicalizados, uns com bons empregos, outros desempregados.
Quero eu dizer que não me parece muito justo que quando se fala deste tema sempre alguém venha dizer que não é oportuno discuti-lo, que há outras prioridades mais importantes. Claro que há coisas mais importantes, por isso mesmo, resolva-se o assunto e passe-se adiante.
O casamento é um contrato e, como tal, qualquer pessoa deve ser livre de o celebrar.
Quanto aos aspectos religiosos da questão, que se resolvam no âmbito de cada congregação. Ninguém é obrigado a ter devoção a N.Sr.ª de Fátima, mas também ninguém é impedido de o fazer.
Se duas pessoas do mesmo sexo se querem casar, devem poder fazê-lo livremente, como livremente todos os heterosexuais o fazem. Que sejam muito felizes, é o que lhes desejo.