segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Por favor enterrem a avaliação

O direito à indignação concretizou-se mais uma vez na elevada taxa de adesão à greve. Pouco importa a guerra dos números, quando só os que não querem ver podem pretender esconder a realidade.
As escolas pararam, os putos gozaram o dia sem aulas de substituição e os pais tiveram mais uma dor de cabeça para resolver.
A greve soou como o gong para mais um round desta disputa que o ME e o Governo, ou o contrário, teimosamente mantém como se não houvesse escola para além da avaliação, como diria Jorge Sampaio.
Dos Açores chega a notícia de que o processo foi suspenso, ou tão simplificado que vai dar no mesmo. Na Madeira já Jardim resolvera dar Bom a todos os docentes. A miopia do ME está a tranformar uma coisa que devia ser séria numa autêntica ópera bufa, descredibilizando a própria matriz que um processo desta natureza pressupõe.
A avaliação do desempenho é um cadáver putrefacto que os professores, por misericórdia, devem enterrar rapidamente, juntando-lhe o concurso para titulares, única forma de se devolver à escola estatal portuguesa a dignidade perdida.