quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Finalmente o mea culpa de Sócrates

ItálicoEra previsível, Sócrates veio, finalmente, dizer o que já devia ter assumido há muito, que a gestão da relação com os professores foi errada e que tudo fará para restabelecer um clima de confiança se...for reeleito.
Talvez seja um pouco tarde, mas mais vale tarde do que nunca.
O problema é que nestas matérias não há muito espaço para erros grosseiros como o que se cometeu ao longo deste súltimos quatro anos e não deixa de ser surpreendente o manto de silêncio pesado que dentro do PS este assunto delicado suscitou.
Foram muito poucos os que assumiram a divergência com a gestão que o Governo fez do relacionamento com a classe docente e o esforço dos responsáveis foi sempre o de tentar desacreditar as razões dos professores. Infelizmente as sementes da obediência cega, resquício de experiências de repressão antigas, ainda continuam por aí a germinar.
Está, pois, levantado o lábéu oficial sobre os professores e enterrado o machado de guerra. Ficam por fazer as contas por perdas e danos para a classe, para o sistema educativo e para o País, que esta atitude insensata provocou.
Sendo certo que este pedido oficial de desculpas à classe, por parte do Primeiro Ministro, pode ser interpretado como "uma manobra eleitoral", não é menos verdade que ele é também uma reparação moral justíssima e, nesta medida, merece ser tomado em devida consideração.