segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Finalmente...

Demorou três décadas, mas acabou por acontecer. O Partido Socialista ganhou as eleições autárquicas no concelho de Leiria. Agora até parece que foi fácil, mas tratou-se de um processo lento, progressivo e que culminou num momento em que se reuniram um conjunto de circunstâncias favoráveis a uma viragem histórica.
Em termos de real politik o que importava era ganhar. Agora, dia a dia, passo a passo, é necessário trabalhar para não defraudar as expectativas. Empenho e humildade, capacidade de estabelecer pontes e criar sinergias entre a Câmara, as juntas e a população, uma nova forma de abordar a organização dos serviços camarários, é o que se espera e se exige.
Independentemente de outras considerações, era desejável esta mudança, o poder, longamente exercido, corrói e corrompe a dinâmica da acção política e, salvo raríssimas excepções, gera mais descontentamento do que adesões. Foi o que aconteceu à maioria PSD.
No futuro, há uma questão iniludível que tem a ver com a governabilidade da Câmara, uma vez que o PS não tem maioria absoluta.
Este quadro é agravado pelo facto de os vereadores do PSD não disporem da confiança política dos órgãos locais do partido. Sinceramente não vejo como podem, num quadro de derrota, os vereadores do PSD ter uma intervenção autónoma na Câmara, durante 4 anos, sem o apoio da respectiva Comissão Política.
É facto que o PS pode prescindir do seu contributo, matematicamente falando, mas do ponto de vista político é mau para todos que quase metade da vereação esteja ab initio partidariamente deslegitimada.
Mas tudo isto é menos importante do que celebrar a vitória histórica do PS e a esperança que se abre para a maioria dos eleitores que lhe deram o voto.
Parecendo um assunto interno, não é, porque está em causa a governabili