quinta-feira, 25 de junho de 2009

Regresso

Um blogue é como um animal de estimação, necessita de atenção e carinhos. Confesso que nos últimos tempos descurei um e outros e me tenho limitado a postar os textos que publico no Região de Leiria.
A culpa é minha, naturalmente, mas em minha defesa posso invocar o "estado a que isto chegou", expressão que releva dos tempos do Estado Novo em que aquela expressão procurava qualificar, com ironia, a situação política do país.
A educação em Portugal é hoje, pouco mais do que isto, um silêncio sofrido na esperança de que a provação termine depressa. E de tal modo a situação é grave, que mesmo os especialistas não encontram motivos mais marcantes para caracterizar o que se passa no país do que assinalar a crispação que se sente por todo o lado, a quebra do laço afectivo entre os professores e quem os tutela.
Sindicatos e politiquices à parte, é disto que se trata, falta de liderança de quem, por completa ausência de expertise na gestão dos recursos humanos, delapidou o património mais valioso para realizar uma reforma de fundo de qualquer sistema educativo - os professores.
Também eu sucumbi à vontade de fingir que a realidade não é tão má como a pintamos, e deixei de escrever no blogue. No fundo, é uma forma de protesto como outra qualquer. Há momentos em que ignorar alguém ou alguma coisa é uma forma suprema de vingança. Talvez agora regresse.

Voto de silêncio

Seis portugueses em cada dez votaram em silêncio, abstendo-se. É certo que as maiorias silenciosas não formam governos, mas podem fazê-los cair. Não foi o caso, mas não deixou de ser um forte abanão.
Até o Primeiro-ministro já veio dizer que é preciso explicar melhor as políticas do Governo. Explicar? Os portugueses não são parvos, percebem as medidas, mas muitos não as aceitam.
A derrapagem do PS foi o resultado conjugado do descontentamento com algumas políticas e da falta de uma razão válida para ir votar. O silêncio transformou-se em alarido e a democracia ficou empobrecida.

Voto de silêncio

Seis portugueses em cada dez votaram em silêncio, abstendo-se. É certo que as maiorias silenciosas não formam governos, mas podem fazê-los cair. Não foi o caso, mas não deixou de ser um forte abanão.
Até o Primeiro-ministro já veio dizer que é preciso explicar melhor as políticas do Governo. Explicar? Os portugueses não são parvos, percebem as medidas, mas muitos não as aceitam.
A derrapagem do PS foi o resultado conjugado do descontentamento com algumas políticas e da falta de uma razão válida para ir votar. O silêncio transformou-se em alarido e a democracia ficou empobrecida.

terça-feira, 16 de junho de 2009

O sonho e o pesadelo

O projecto do centro comercial e da grande renovação da cidade, que lhe estava associada, morreram. Agora é tempo de procurar alternativas.
A prioridade deve ser rentabilizar o topo norte do estádio, que custou em 2005 cerca de onze milhões de euros, mais dois milhões e trezentos mil de juros até 2009 (dados da CML).
Por outro lado repensar o modelo de cidade comercial de Leiria, ancorando um projecto de renovação altamente qualificada a partir do centro histórico. As cidades enobrecem-se revitalizando o seu coração.

Europeias, o ruído como programa

Sabe-se que as eleições europeias interessam pouco ao comum dos cidadãos, apesar de serem evidentes as consequências da nossa integração na União Europeia.
Este momento seria muito propício a discutir as grandes questões da União, a reforçar a reflexão sobre as vantagens e prejuízos da integração, a mobilizar os eleitores para o espírito europeu.
O que se tem assistido é à chicana habitual, centrada no umbigo e nos insultos, evidenciando a pouca qualidade do debate e a falta de elevação de alguns protagonistas. É mais uma oportunidade perdida.