terça-feira, 9 de março de 2010

Querido Magalhães

Devo começar por fazer uma declaração de interesse. Ninguém me pagou para dizer o que vem a seguir. É verdade que não fui fotografado a tomar o pequeno almoço com o Primeiro Ministro e, que me lembre, só jantei com ele uma vez numa tasca da Boavista, leitão claro, quando ele fazia a travessia do deserto entre o guterrismo e o socratismo.

Dito isto, quero elogiar o Magalhães, o computador mais vilipendiado em Portugal desde que eles existem. Estava eu a preparar-me para viajar para o exterior, se dissesse estrangeiro pensavam logo que ia de férias, quando me lembrei de experimentar o do meu filho mais novo. É maneirinho, pesa pouco e a acreditar no que dizem em Portugal ninguém o quer roubar.
Pois a verdade é que serve na perfeição para gerir o correio e escrever o que é preciso. Mantém-nos em contacto e dá para trabalhar. Que mais poderia querer? É certo que é num bocadinho lento, mas há coisas que até convém que não sejam muito rápidas para podermos pensar melhor.
Aqui fica a minha homenagem ao pequeno Magalhães.
Depois de tanta maledicência é tempo de começarmos a dar valor a um dos programas que, no estrangeiro, gera a admiração de quem sabe das coisas da educação.

Entretanto, minder jót!