sábado, 2 de abril de 2011

Portugal positivo

Costumo manter a minha vida profissional separada das minhas atividades cívico-políticas e de intervenção jornalística. Hoje vou abrir uma exceção e estou certo que compreenderão a razão.
O Instituto Politécnico de Leiria, a cujo quadro pertenço há mais de um quarto de século, organizou uma conferência destinada a debater aspetos relacionados com a investigação realizada pelos seus docentes. Para além das questões internas, foi amplamente debatida a importância da investigação realizada em estreita cooperação com empresas e o potencial de desenvolvimento que esta colaboração encerra.
No âmbito dos trabalhos da conferência, intervieram responsáveis de diversas empresas que mantém com o Instituto uma relação de cooperação estreita no campo da inovação e desenvolvimento. Apoiando-se no conhecimento e experiência dos docentes do IPL e na capacidade laboratorial instalada, estas empresas procuram nesta parceria vantagens competitivas e mais-valias que lhes permitam otimizar a sua atividade, tornarem-se mais competitivas e internacionalizarem-se.
A investigação ao serviço do desenvolvimento, assim se pode definir esta busca de sinergias entre uma instituição académica que possui massa crítica teórico-científica-laboratorial e empresas que necessitam inovar, desenvolver novas tecnologias, ensaiar novos produtos, explorar novos mercados.
Dos testemunhos dos empresários que têm mantido parcerias com o IPL ficou a imagem de empreendedores de topo que ilustram a realidade, tantas vezes ignorada, de um país moderno, com empresas tecnologicamente muito evoluídas, algumas líderes mundiais no seu segmento.
Para progredirem e se afirmarem não dispensam o apoio da investigação e potenciam a sua atividade com a transferência de conhecimento que resulta de um trabalho conjunto com os docentes-investigadores.
Durante umas horas ninguém falou de crise, mas sim de boas práticas, de tecnologias de ponta, de novos produtos, de liderança de mercados, de empresas modernas e competitivas e de como o IPL tem sido um parceiro indispensável neste processo.
Mas não se falou apenas, ilustraram-se os projetos, descreveram-se os procedimentos, discutiram-se as opções e, sobretudo, avaliaram-se os resultados. Não foi conversa, mas sim apresentação de factos amplamente comprovados.
Foi um Portugal Positivo, competente, ambicioso, que sabe fazer tão bem como os melhores, o que ali se mostrou e se afirmou. No fundo, foi de confiança no futuro que se falou.