quarta-feira, 28 de maio de 2014

Com António Costa e o Partido Socialista por Portugal!

Há momentos na vida de todos nós em que, por maior que se anteveja o combate, não se pode virar a cara à luta, em que o silêncio é iníquo e a afirmação de alternativas a única imposição de consciência que os homens e mulheres livres podem aceitar.

Os militantes socialistas e todos os que se reveem na história e no ideário do Partido Socialista não podem continuar a assistir passivamente à degradação da vida política nacional e ao desânimo de muitos cidadãos que não veem alternativa no quadro atual dos partidos com vocação governativa e começam a alimentar soluções populistas e radicais.

As eleições europeias são a prova evidente de que a maior parte dos portugueses não se sentiram mobilizados para exercerem o seu direito de voto e não é abusivo concluir que as propostas políticas apresentadas pelas várias formações partidárias não foram suficientemente apelativas para gerar maior participação e empenho nas eleições, o que só pode traduzir desinteresse, descrédito, desconfiança e falta de perspetivas quanto ao futuro.

O Partido Socialista ganhou as eleições mas não ganhou o País e a atual liderança não compreendeu que era chegada a hora de fazer um balanço realista da situação interna e externa e tirar as conclusões que se impõem, o PS pode parecer ganhador, mas não mobilizou suficientemente a sociedade portuguesa contra as soluções de governo que desde há anos esmagam os portugueses mais débeis economicamente, destroem a classe média, aumentam o desemprego, não estimulam a economia e afetam gravemente a autoestima do País.

Por tudo isto os signatários saúdam a iniciativa patriótica de António Costa, militante destacado e político de créditos firmados com longo e brilhante currículo ao serviço da Nação, ao apresentar-se ao país com espírito de serviço e disposto a assumir as suas responsabilidades liderando um movimento de renovação política que devolva ao partido e, sobretudo, aos portugueses e portuguesas a confiança perdida e se constitua como uma alternativa mobilizadora, forte e credível, com condições de sucesso nas próximas eleições legislativas.

A gravidade da situação portuguesa exige alternativas políticas robustas e não apenas a ambição de ganhar eleições a qualquer preço e o Partido Socialista tem o dever patriótico de se abrir ao País e à discussão dos problemas nacionais sem se encerrar em trincheiras formalistas, antes ouvindo a voz de todos os militantes e dos cidadãos em geral e lendo com sabedoria os sinais dos tempos, razão pela qual os signatários apelam ao Secretário-geral e à Comissão Política Nacional para que seja convocado um Congresso Extraordinário onde a voz dos militantes e do País se faça ouvir e as várias propostas políticas para o futuro discutidas.