Faz hoje um ano que iniciei a edição deste blogue. Como todos os que o lêem sabem, é um espaço pessoal sem outra ambição que não seja a reflexão sobre temas que me interessam e que julgo ser oportuno partilhar.
Sobretudo sobre temas de educação, às vezes com uma incursão na política, sempre como um contributo de cidadania.
Em consonância com o espírito da quadra, desejo a todos os que aqui se aventurarem um Natal Feliz e um Ano de 2008 pleno de felicidades pessoais e sucessos profissionais.
sábado, 22 de dezembro de 2007
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Cursos de Especialização Tecnológica
Na Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Leiria iniciou-se hoje, formalmente, um novo conjunto de CETs., formação pós-secundária não superior, abrangendo áreas diversas do social às tecnologias.
A aposta forte do IPL nesta modalidade de formação transformou-o na instituição de Ensino Superior com maior número de CETs registados e maior número de alunos a frequentar, cerca de 1200.
De notar que os CET funcionam um pouco por todo o distrito e até fora dele e são um tipo de formção que serve interesses específicos de alunos e necessidades do mercado.
Ao contrário de formações tradicionais centralizadas em escolas, os CET vão ao encontro dos formandos nas suas áreas de residência, num exemplo de colaborações múltiplas ao serviço da elevação do nível de formação dos portugueses.
A aposta forte do IPL nesta modalidade de formação transformou-o na instituição de Ensino Superior com maior número de CETs registados e maior número de alunos a frequentar, cerca de 1200.
De notar que os CET funcionam um pouco por todo o distrito e até fora dele e são um tipo de formção que serve interesses específicos de alunos e necessidades do mercado.
Ao contrário de formações tradicionais centralizadas em escolas, os CET vão ao encontro dos formandos nas suas áreas de residência, num exemplo de colaborações múltiplas ao serviço da elevação do nível de formação dos portugueses.
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Gestão escolar profissionalizada
O PM apresentou hoje no Parlamento a versão preliminar da nova arquitectura organizacional das escolas não superiores, com particular relevo para a forma de selecção dos novos responsáveis com perfil claramente profissional, designados directores executivos.
Embora não tendo tido acesso aos documentos preparatórios da legislação a sair e sendo certo que este é um primeiro balão de ensaio para experimentar o "clima", a novidade é requentada. Já em 91, pela mão do PSD, houve experiência semelhante (Decreto-Lei 172/91).
Eu próprio fiz parte do processo como representante de uma autarquia e participei no júri que seleccionou um gestor que ainda hoje se mantém em funções.
O então Secretário de Estado Pedro D'Orey da Cunha, que participou na elaboração técnica e na negociação política da nova legislação apontava três elementos relevantes - a eficiência dos serviços, a prestação de contas e a autonomia local de decisão -, como caracterizadores de um novo paradigma de democraticidade no governo das escolas, que se pretendia implementar com o novo decreto.
Como pontos de ruptura deste modelo com o anterior podem assinalar-se, a tentativa de profissionalização da gestão, através da criação de um órgão de gestão unipessoal, o director executivo, e a tentativa de institucionalizar uma participação dos pais, de representantes da autarquia e dos interesses culturais e económicos locais na tomada de decisão na escola, a separação dos órgãos de direcção e gestão e a aplicação do novo modelo a todos os níveis de ensino não superior, desde a educação pré-escolar ao ensino secundário.
O DL 172/91, que apenas vigorou em regime experimental nalgumas escolas, ficou-se pela declaração de intenções e, mais uma vez, a administração educativa continuou a reger-se por um paradigma centralizado, pontuado aqui a ali por discursos descentralizadores, mas com práticas apenas timidamente desconcentradas.
Veremos se agora vai ser diferente. Voltaremos ao assunto.
Embora não tendo tido acesso aos documentos preparatórios da legislação a sair e sendo certo que este é um primeiro balão de ensaio para experimentar o "clima", a novidade é requentada. Já em 91, pela mão do PSD, houve experiência semelhante (Decreto-Lei 172/91).
Eu próprio fiz parte do processo como representante de uma autarquia e participei no júri que seleccionou um gestor que ainda hoje se mantém em funções.
O então Secretário de Estado Pedro D'Orey da Cunha, que participou na elaboração técnica e na negociação política da nova legislação apontava três elementos relevantes - a eficiência dos serviços, a prestação de contas e a autonomia local de decisão -, como caracterizadores de um novo paradigma de democraticidade no governo das escolas, que se pretendia implementar com o novo decreto.
Como pontos de ruptura deste modelo com o anterior podem assinalar-se, a tentativa de profissionalização da gestão, através da criação de um órgão de gestão unipessoal, o director executivo, e a tentativa de institucionalizar uma participação dos pais, de representantes da autarquia e dos interesses culturais e económicos locais na tomada de decisão na escola, a separação dos órgãos de direcção e gestão e a aplicação do novo modelo a todos os níveis de ensino não superior, desde a educação pré-escolar ao ensino secundário.
O DL 172/91, que apenas vigorou em regime experimental nalgumas escolas, ficou-se pela declaração de intenções e, mais uma vez, a administração educativa continuou a reger-se por um paradigma centralizado, pontuado aqui a ali por discursos descentralizadores, mas com práticas apenas timidamente desconcentradas.
Veremos se agora vai ser diferente. Voltaremos ao assunto.
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
PISA indigesta
Os resultados mais recentes do PISA (Programme for International Student Assessment), que envolveu alunos dos 15 aos 17 anos de 57 países e foi realizado sob os auspícios da OCDE, evidenciam a liderança da Finlândia e da Coreia do Sul que podem ser consideradas como verdadeiras superpotências educativas, tendo esta última vindo a progredir muito rapidamente.
O estudo mostra que ambos os países se situam entre os cinco primeiros em Matemática e Literacia e a Finlândia também alcança brilhantes resultados em Ciências. Portugal está abaixo da média em todos os indicadores.
O estudo apresenta um dado preocupante. Entre 1995 e 2004 embora tenha havido nos países mais industrializados um crescimento médio de gastos com a educação da ordem dos 39% os resultados são relativamente modestos. Aparentemente a melhoria do sucesso educativo não é directamente proporcional ao crescimento do investimento financeiro.
Como diria Jorge Sampaio "há mais educação para além dos rankings", mas convém dar-lhes a atenção que merecem.
O estudo mostra que ambos os países se situam entre os cinco primeiros em Matemática e Literacia e a Finlândia também alcança brilhantes resultados em Ciências. Portugal está abaixo da média em todos os indicadores.
O estudo apresenta um dado preocupante. Entre 1995 e 2004 embora tenha havido nos países mais industrializados um crescimento médio de gastos com a educação da ordem dos 39% os resultados são relativamente modestos. Aparentemente a melhoria do sucesso educativo não é directamente proporcional ao crescimento do investimento financeiro.
Como diria Jorge Sampaio "há mais educação para além dos rankings", mas convém dar-lhes a atenção que merecem.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
As escolas marcam a diferença
Há muito que se sabe que as escolas não são iguais e que os resultados dos alunos dependem de múltiplos factores, entre eles das escolas que frequentam. A questão das "escolas eficazes" não está resolvida, mas a investigação tem avançado e vai no sentido de comprovar que a organização, a gestão e a liderança desempenham um papel fulcral nos resultados das aprendizagens.
Num país como Portugal, onde impera a "normalização" escolar e onde ainda existe a ideia generalizada de que o sucesso escolar dos alunos depende da sua origem social e dos professores que lhe cabem em sorte, é urgente alertar as consciências para a necessidade de voltarmos decididamente as atenções para os aspectos organizativos das escolas.
Como Good e Weinstein(*) propõem, é imperativo perguntar "Em que medida os processos escolares podem compensar um ensino deficitário ao nível da sala de aula? E até que ponto um ensino de qualidade na sala de aula depende do apoio da escola? Como é que as actividades a desenvolver na sala de aula e na escola são planificadas, coordenadas e geridas?"
*Good, T. e Weinstein, R: (1992) . As escolas marcam a diferença: Evidências críticas e novas perspectivas. In A. Nóvoa (Coord.) As organizações escolares em análise. Lisboa: D. Quixote/IIE, pp.77-98.
Num país como Portugal, onde impera a "normalização" escolar e onde ainda existe a ideia generalizada de que o sucesso escolar dos alunos depende da sua origem social e dos professores que lhe cabem em sorte, é urgente alertar as consciências para a necessidade de voltarmos decididamente as atenções para os aspectos organizativos das escolas.
Como Good e Weinstein(*) propõem, é imperativo perguntar "Em que medida os processos escolares podem compensar um ensino deficitário ao nível da sala de aula? E até que ponto um ensino de qualidade na sala de aula depende do apoio da escola? Como é que as actividades a desenvolver na sala de aula e na escola são planificadas, coordenadas e geridas?"
*Good, T. e Weinstein, R: (1992) . As escolas marcam a diferença: Evidências críticas e novas perspectivas. In A. Nóvoa (Coord.) As organizações escolares em análise. Lisboa: D. Quixote/IIE, pp.77-98.
sábado, 1 de dezembro de 2007
As TIC e os excluídos
A utilização massiva da tecnologia educativa não pode fazer esquecer os mais débeis socialmente. Já os movimentos das pedagogias activas, que colocam o aluno no centro do processo de aprendizagem e fazem dos recursos disponibilizados e utilizados massivamente pelos alunos em detrimento do papel tradicional do professor, se confrontam com o mesmo problema.
Quanto mais recursos a aprendizagem exige, maior é o fosso entre os que detêm meios complementares e ambientes familiares estimulantes e os que os não possuem. Imagine-se o que se passa agora com as TIC.
Fica assim reforçada a necessidade de as escolas fazerem o esforço necessário para diminuirem as desigualdades de oportunidades no acesso á educação e à aprendizagem que a situação social dos alunos condiciona de forma evidente.
Quanto mais recursos a aprendizagem exige, maior é o fosso entre os que detêm meios complementares e ambientes familiares estimulantes e os que os não possuem. Imagine-se o que se passa agora com as TIC.
Fica assim reforçada a necessidade de as escolas fazerem o esforço necessário para diminuirem as desigualdades de oportunidades no acesso á educação e à aprendizagem que a situação social dos alunos condiciona de forma evidente.
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Você é um líder
Num anúncio a uma empresa que patrocina o Online Educa Berlim aparece a seguinte frase: "Você é um líder . Você é um educador".
Tanto que alguns professores se esquecem disto. Tal como tambem não se vêem como decisores.
Muitos professores esquecem estas duas grandes marcas da profissão, a necessidade de se considerarem decisores e de se assumirem como líderes.
Tanto que alguns professores se esquecem disto. Tal como tambem não se vêem como decisores.
Muitos professores esquecem estas duas grandes marcas da profissão, a necessidade de se considerarem decisores e de se assumirem como líderes.
As TIC e o sucesso educativo
Tenho estado na conferência Online Educa Berlin. Deve ser um dos mais importantes acontecimentos mundias nesta área. As virtualidades das TIC ou ICT, como aqui são referidas, são infinitas e o que já se faz por esse mundo fora é imenso.
No entanto, continua por resolver o essencial, como transpor para o sucesso escolar o enorme potencial das tecnologias. Se nas empresas e noutras áreas isso é visível e, aparentemente fácil, na educação está-se a mostrar tremendamente difícil.
Se compararmos, por exemplo, o que ocorreu nas telecomunicações, que revolucionaram as formas de comunicação, perguntar-se-á por que razão coisa semelhante não é possível com o ensino.
Talvez porque temos ainda um modelo de escola fundado no paradigma da primeira revolução industrial e não conseguimos que os sistemas educativos se movam ao ritmo da actual revolução e das novas tecnologias.
Temos a ferramenta, mas não a conseguimos tornar eficaz. Compramos um telemóvel e utilizamo-lo com proveito visível. Instalamos toda a mais moderna tecnologia que há para instalar numa escola, mas isso não assegura automaticamente mais sucesso educativo.
No entanto, continua por resolver o essencial, como transpor para o sucesso escolar o enorme potencial das tecnologias. Se nas empresas e noutras áreas isso é visível e, aparentemente fácil, na educação está-se a mostrar tremendamente difícil.
Se compararmos, por exemplo, o que ocorreu nas telecomunicações, que revolucionaram as formas de comunicação, perguntar-se-á por que razão coisa semelhante não é possível com o ensino.
Talvez porque temos ainda um modelo de escola fundado no paradigma da primeira revolução industrial e não conseguimos que os sistemas educativos se movam ao ritmo da actual revolução e das novas tecnologias.
Temos a ferramenta, mas não a conseguimos tornar eficaz. Compramos um telemóvel e utilizamo-lo com proveito visível. Instalamos toda a mais moderna tecnologia que há para instalar numa escola, mas isso não assegura automaticamente mais sucesso educativo.
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
PME, globalização e liderança
Pediram-me para escrever um artigo sobre o tema para uma revista regional de economia. Deixo aqui apenas um pequeno excerto. O artigo vai sair brevemente.
No quadro da globalização que enfrentam, e partindo de uma posição muito recuada, não resta às PME portuguesas grande espaço de manobra a não ser apostar em lideranças esclarecidas capazes de definirem e realizarem projectos de desenvolvimento estratégico, assentes no espírito de grupo, na internacionalização, no recurso massivo às novas tecnologias da informação e comunicação, utilizando a sua pequena dimensão e uma elevada qualificação dos seus profissionais como elementos estruturantes de respostas adaptadas e em tempo às alterações bruscas nos mercados e às exigências sempre mutantes dos consumidores.
No quadro da globalização que enfrentam, e partindo de uma posição muito recuada, não resta às PME portuguesas grande espaço de manobra a não ser apostar em lideranças esclarecidas capazes de definirem e realizarem projectos de desenvolvimento estratégico, assentes no espírito de grupo, na internacionalização, no recurso massivo às novas tecnologias da informação e comunicação, utilizando a sua pequena dimensão e uma elevada qualificação dos seus profissionais como elementos estruturantes de respostas adaptadas e em tempo às alterações bruscas nos mercados e às exigências sempre mutantes dos consumidores.
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
É a organização estúpido...
Na Gulbenkian discute-ne pela enésima vez o insucesso escolar. A inicativa é meritória, como (quase) tudo o que a Fundação realiza, mas sobre o insucesso estamos conversados, vamos antes passar a discutir o sucesso, porque se há uns que o alcançam é preciso aprender com esses.
No telejornal Manuel Villaverde Cabral diz o que há muito se sabe, o investimento português em educação não é inferior ao dos outros países europeus, os resultados é que são piores.
Como disse Clinton para Bush (pai) "It's the economy, stupid", também aqui apetece dizer uma coisa semelhante, sem querer ofender ninguém.
O problema da falta de sucesso das escolas portuguesas não resulta de situações sociais e económicas mais débeis, de alunos menos dotados, de professores menos qualificados, de edifícios e condições logísticas piores, mas sim da falta de condições organizacionais que se expressam na inexistência de uma estratégia clara e de uma liderança afirmativa, na sua esmagadora maioria.
A diferença, que chega a ser abissal entre escolas, reside no grau da sua eficácia organizacional e o resto é a cortina de fumo que ajuda a mascarar a realidade e a permitir que muitos durmam descansados.
No telejornal Manuel Villaverde Cabral diz o que há muito se sabe, o investimento português em educação não é inferior ao dos outros países europeus, os resultados é que são piores.
Como disse Clinton para Bush (pai) "It's the economy, stupid", também aqui apetece dizer uma coisa semelhante, sem querer ofender ninguém.
O problema da falta de sucesso das escolas portuguesas não resulta de situações sociais e económicas mais débeis, de alunos menos dotados, de professores menos qualificados, de edifícios e condições logísticas piores, mas sim da falta de condições organizacionais que se expressam na inexistência de uma estratégia clara e de uma liderança afirmativa, na sua esmagadora maioria.
A diferença, que chega a ser abissal entre escolas, reside no grau da sua eficácia organizacional e o resto é a cortina de fumo que ajuda a mascarar a realidade e a permitir que muitos durmam descansados.
domingo, 18 de novembro de 2007
Partidos e cidadãos
Em democracia os partidos políticos desempenham um papel insubstituível, mas é necessário repensar o seu modelo de funcionamento sob pena de se descredibilizarem completamente. Vem isto a propósito de algumas eleições de órgãos internos locais dos principais partidos do nosso universo político. O número de inscritos, quando comparado com a totalidade da população, é irrisório e o número de votantes que decidem as eleições é baixíssimo.
Isto não só significa que as pessoas, os cidadãos em geral, estão afastados dos partidos, como estes deixam de ter qualquer representatividade social, embora sejam os fornecedores de governantes e dirigentes para os cargos políticos e, em muitos casos, administrativos.
É certo que não são apenas os seus dirigentes que assumem altas funções, mas são seguramente estes que as determinam.
É tempo de refundar partidos que continuam a funcionar numa lógica de passado e nada têm a ver na sua vida interna com as modernas organizações que fazem avançar as sociedades contemporâneas.
Isto não só significa que as pessoas, os cidadãos em geral, estão afastados dos partidos, como estes deixam de ter qualquer representatividade social, embora sejam os fornecedores de governantes e dirigentes para os cargos políticos e, em muitos casos, administrativos.
É certo que não são apenas os seus dirigentes que assumem altas funções, mas são seguramente estes que as determinam.
É tempo de refundar partidos que continuam a funcionar numa lógica de passado e nada têm a ver na sua vida interna com as modernas organizações que fazem avançar as sociedades contemporâneas.
sábado, 17 de novembro de 2007
@ professor
A Fujitsu já veio dar a mão à palmatória sobre o desempenho dos computadores. Estão a ser enviadas mensagens para quem os adquiriu para fazerem o upgrade dos mesmos sem custos. Pelos vistos os protestos já foram ouvidos.
Agora só falta a TMN e com a criação da PT Multimédia é mesmo oportuno aumentarem a largura de banda que é demasiado estreita.
Agora só falta a TMN e com a criação da PT Multimédia é mesmo oportuno aumentarem a largura de banda que é demasiado estreita.
Voltar ao princípio
Há momentos em que nos cansamos das coisas e procuramos mudar. Nem sempre acertamos. Procurei encontrar um novo visual para o blogue, mas nem eu me revia nele, nem muitos dos que me têm acompanhado. Voltei ao princípio, com algumas simplificações.
Solidariedade com a Carolina
O meu nome é Carolina Brito Lucas, tenho 3 anos e meio e moro em Odivelas.
Nasci prematura, com apenas 29 semanas de gestação. A minha mãe teve uma gravidez normal, nada fazia prever que eu estivesse com tanta pressa para ver o mundo cá fora...e essa pressa saiu-me cara.Nasci com 1.100 kg, era um pacotinho de arroz, como a minha família costuma dizer. Desde essa altura que sou uma lutadora, não fui ventilada, consegui respirar por mim e, ao contrário do que os médicos previam, desenvolvi-me rápido e no espaço de um mês estava em casa. Quando nasci, foi-me detectada, em exames de rotina normais feitos a prematuros uma ‘Leucomalácia Periventricular’. Ninguém da minha família sabia bem o que isso era e na altura não deram muita importancia ao assunto, pois os médicos diziam que era comum nos prematuros e que não havia motivo para alarmes, que o importante era que a eu lutei pela vida e consegui.Nos primeiros meses de vida, tive um desenvolvimento perfeitamente normal, parlava muito e era uma bebé adorável.A minha família só notou que algo não estava bem quando, na altura de começar a sentar-me, não o fiz. Nessa altura os médicos do Hospital de Santa Maria (que nunca deixaram de me seguir) começaram a falar em Paralisia Cerebral. Os danos causados por uma paralisia cerebral são sempre incalculáveis...até serem visíveis.Passei a ser seguida no Centro de Paralisia Cerebral, onde estou integrada num programa que contempla: Fisoterapia, Educadora, Terapia da Fala, etc. Também frequento um Infantário e pratico Hidroterapia. Hoje tenho 41 meses, sou felizmente uma menina muito esperta, com um desenvolvimento cognitivo e intelectual perfeitamente normal para a minha idade, falo muito e bem, sou muito risonha e tranquila, gosto muito de desenhar, e sou fã do Noddy, do Ruca, do Pocoyo ...A nível motor tenho problemas sérios e muito graves. Não me sento sem ajuda, não gatinho, não ando e tenho alguma dificuldade em manejar objectos com as mãos, quando isso envolve perícia de movimentos.Desde os 10 meses de idade que faço tratamentos de fisioterapia, tratamentos esses que não mostram os resultados que esperávamos. Embora os médicos e fisoterapeutas concordem que existem ligeiras melhoras, a minha família não consegue vê-las... e pior que isso, eu apercebo-me que sou diferente dos outros meninos e que não consigo andar. Por várias vezes digo que quero andar mas não consigo. Um dos brinquedos que mais gosto é uma bicicleta que infelizmente não posso usar.Há uns tempos atrás, a conselho de um médico português, a minha família estabeleceu contacto com o CIREN, um centro de Restauração Neurológica em Cuba, totalmente vocacionado para, entre outros, casos como o meu e com excelentes resultados. Os médicos cubanos foram extremamente simpáticos e garantem melhoras visíveis se eu fizer os tratamentos necessários.Mas, como em tudo na vida há um senão...os tratamentos são muito dispendiosos e a minha família precisa de ajuda financeira para os suportar. Pelo primeiro ciclo de tratamentos, com duração de 35 dias, o valor cobrado é de aproximadamente 15.000 Euros. E não se sabe quantos ciclos de tratamento vou necessitar. E por cada um, o valor multiplica.A minha família não vai desistir até me ver andar ... AJUDA-OS a AJUDAREM-ME!!
http://www.carolinalucas.com/
Nasci prematura, com apenas 29 semanas de gestação. A minha mãe teve uma gravidez normal, nada fazia prever que eu estivesse com tanta pressa para ver o mundo cá fora...e essa pressa saiu-me cara.Nasci com 1.100 kg, era um pacotinho de arroz, como a minha família costuma dizer. Desde essa altura que sou uma lutadora, não fui ventilada, consegui respirar por mim e, ao contrário do que os médicos previam, desenvolvi-me rápido e no espaço de um mês estava em casa. Quando nasci, foi-me detectada, em exames de rotina normais feitos a prematuros uma ‘Leucomalácia Periventricular’. Ninguém da minha família sabia bem o que isso era e na altura não deram muita importancia ao assunto, pois os médicos diziam que era comum nos prematuros e que não havia motivo para alarmes, que o importante era que a eu lutei pela vida e consegui.Nos primeiros meses de vida, tive um desenvolvimento perfeitamente normal, parlava muito e era uma bebé adorável.A minha família só notou que algo não estava bem quando, na altura de começar a sentar-me, não o fiz. Nessa altura os médicos do Hospital de Santa Maria (que nunca deixaram de me seguir) começaram a falar em Paralisia Cerebral. Os danos causados por uma paralisia cerebral são sempre incalculáveis...até serem visíveis.Passei a ser seguida no Centro de Paralisia Cerebral, onde estou integrada num programa que contempla: Fisoterapia, Educadora, Terapia da Fala, etc. Também frequento um Infantário e pratico Hidroterapia. Hoje tenho 41 meses, sou felizmente uma menina muito esperta, com um desenvolvimento cognitivo e intelectual perfeitamente normal para a minha idade, falo muito e bem, sou muito risonha e tranquila, gosto muito de desenhar, e sou fã do Noddy, do Ruca, do Pocoyo ...A nível motor tenho problemas sérios e muito graves. Não me sento sem ajuda, não gatinho, não ando e tenho alguma dificuldade em manejar objectos com as mãos, quando isso envolve perícia de movimentos.Desde os 10 meses de idade que faço tratamentos de fisioterapia, tratamentos esses que não mostram os resultados que esperávamos. Embora os médicos e fisoterapeutas concordem que existem ligeiras melhoras, a minha família não consegue vê-las... e pior que isso, eu apercebo-me que sou diferente dos outros meninos e que não consigo andar. Por várias vezes digo que quero andar mas não consigo. Um dos brinquedos que mais gosto é uma bicicleta que infelizmente não posso usar.Há uns tempos atrás, a conselho de um médico português, a minha família estabeleceu contacto com o CIREN, um centro de Restauração Neurológica em Cuba, totalmente vocacionado para, entre outros, casos como o meu e com excelentes resultados. Os médicos cubanos foram extremamente simpáticos e garantem melhoras visíveis se eu fizer os tratamentos necessários.Mas, como em tudo na vida há um senão...os tratamentos são muito dispendiosos e a minha família precisa de ajuda financeira para os suportar. Pelo primeiro ciclo de tratamentos, com duração de 35 dias, o valor cobrado é de aproximadamente 15.000 Euros. E não se sabe quantos ciclos de tratamento vou necessitar. E por cada um, o valor multiplica.A minha família não vai desistir até me ver andar ... AJUDA-OS a AJUDAREM-ME!!
http://www.carolinalucas.com/
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Computadores @ professor
Pois é, um computador por 150€ e uma placa de rede por 17,50 mês é uma pechincha.
Só que... a coisa não funciona.
A propaganda é enganosa pois a TMN diz que esta banda larga é "estreita" e que as pessoas deviam ter lido bem o contrato que subscreveram. Agora estão vinculadas por 3 anos e andam na internet a passo de caracol.
Por favor protestem, para que o descontentamento se transmorme em clamor que possa ser ouvido e atendido. Caso contrário o melhor é chamar a ASAE pois a PT Multimédia, pelos vistos com o aval do Governo, anda a vender gato por lebre, o que notoriamente contraria uma directiva da União Europeia.
Só que... a coisa não funciona.
A propaganda é enganosa pois a TMN diz que esta banda larga é "estreita" e que as pessoas deviam ter lido bem o contrato que subscreveram. Agora estão vinculadas por 3 anos e andam na internet a passo de caracol.
Por favor protestem, para que o descontentamento se transmorme em clamor que possa ser ouvido e atendido. Caso contrário o melhor é chamar a ASAE pois a PT Multimédia, pelos vistos com o aval do Governo, anda a vender gato por lebre, o que notoriamente contraria uma directiva da União Europeia.
terça-feira, 13 de novembro de 2007
O país dos pigmeus
Hoje foram atribuídos os prémios "professor". "Porreiiiiro pá", terá dito o Primeiro Ministro, "desta vez têm direito à cenoura que o pau é o mais frequente".
"O país dos pigmeus" vai ser um espaço onde "à la minute" farei uns retratos estilo "Portugal no seu melhor" mesmo sem pagar royalties ao Miguel Esteves Cardoso que inventou (?) esta rubrica no Independente.
A comissão que atribui os prémios "Professor" é presidida por Daniel Sampaio, pessoa por quem tenho o maior respeito e consideração, mas que se tem prestado a avalista do Ministério sempre que este pretende dar ar de respeitabilidade a matérias polémicas.
Foi o caso da Comissão para a Educação Sexual, é agora com este mais do que discutível prémio, que sem desprimor para quem o recebe é assim uma espécie de consolação nos jogos florais da paróquia.
Pois o que disse o Prof. Sampaio na entrega dos ditos prémios? O que toda a gente sabe, excepto quem se quer iludir, que nas escolas grassa a desmotivação, a incerteza, a desmoralização, o descontentamento e tudo o mais que é natural num país onde o respectivo ministério vê rosas onde abundam os espinhos.
Disse e ficou-lhe bem. Aposto que as vendas dos seus livros vão subir nos próximos dias. O problema é que quem diz o que disse, não devia fazer fretes ao ME, tanto mais que ninguém, leia-a-se o Primeiro Ministro, a Ministra e a respectiva entourage, lhe ligou nenhuma.
No fundo estes prémios são como as esmolas, apaziguam as consciências mas não acabam com a miséria.
"O país dos pigmeus" vai ser um espaço onde "à la minute" farei uns retratos estilo "Portugal no seu melhor" mesmo sem pagar royalties ao Miguel Esteves Cardoso que inventou (?) esta rubrica no Independente.
A comissão que atribui os prémios "Professor" é presidida por Daniel Sampaio, pessoa por quem tenho o maior respeito e consideração, mas que se tem prestado a avalista do Ministério sempre que este pretende dar ar de respeitabilidade a matérias polémicas.
Foi o caso da Comissão para a Educação Sexual, é agora com este mais do que discutível prémio, que sem desprimor para quem o recebe é assim uma espécie de consolação nos jogos florais da paróquia.
Pois o que disse o Prof. Sampaio na entrega dos ditos prémios? O que toda a gente sabe, excepto quem se quer iludir, que nas escolas grassa a desmotivação, a incerteza, a desmoralização, o descontentamento e tudo o mais que é natural num país onde o respectivo ministério vê rosas onde abundam os espinhos.
Disse e ficou-lhe bem. Aposto que as vendas dos seus livros vão subir nos próximos dias. O problema é que quem diz o que disse, não devia fazer fretes ao ME, tanto mais que ninguém, leia-a-se o Primeiro Ministro, a Ministra e a respectiva entourage, lhe ligou nenhuma.
No fundo estes prémios são como as esmolas, apaziguam as consciências mas não acabam com a miséria.
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Aprender ou não-aprender
"O nível de desenvolvimento de uma sociedade é determinado pela capacidade de aprender permitida pelas instituições...Não é o fenómeno de aprender, mas o de não-aprender o que requer explicação..."
Habermas, 1976
sábado, 10 de novembro de 2007
Resolver problemas
Dizer "Dêem-me alunos que queiram aprender, gostem de aprender, dominem a linguagem escolar e todos os códigos, beneficiem de todos os apoios familiares e eu comprometo-me a eliminar o insucesso escolar", é dizer de facto, "Tragam-me um problema resolvido e eu comprometo-me a resolvê-lo num instante."
Provocatório?
A afirmação é de Philippe Perrenoud (2002), que conclui:
"Ninguém poderá acusar um problema por não estar resolvido! É aquele que o enfrenta que faz a diferença, ao encontrar, ou não, uma solução."
Leiam o resto, que vale a pena, em
http://www.unige.ch/fapse/SSE/teachers/perrenoud/php_main/php_2002/2002_14.html
Provocatório?
A afirmação é de Philippe Perrenoud (2002), que conclui:
"Ninguém poderá acusar um problema por não estar resolvido! É aquele que o enfrenta que faz a diferença, ao encontrar, ou não, uma solução."
Leiam o resto, que vale a pena, em
http://www.unige.ch/fapse/SSE/teachers/perrenoud/php_main/php_2002/2002_14.html
Professores reciclados
Começam a chegar aos vários serviços públicos consultas sobre o interesse em receberem professores considerados incapacitados para o serviço docente e que serão reclassificados para funções técnicas. O ME liberta-se de responsabilidades, argumentando que como nas escolas não há a carreira de técnicos superiores têm de ir para outros serviços.
O problema é que se trata de pessoas que já não são jovens, têm sérios problemas de saúde, estão no topo da carreira, ou próximo, têm pouca apetência para se integrarem em novas carreiras e serão pagas pelos novos serviços onde forem colocadas.
Do ponto de vista estrito de uma gestão racional de recursos não serão muitos os serviços dispostos a reber estes professores em início de nova carreira. Naturalmente que têm uma experiência que nada nem ninguém apaga, mas...
Assim caminha a reestruturação da função pública, esmagando os mais fracos e os mais fragilizados e atirando-os para o quadro de excedentes.
O problema é que se trata de pessoas que já não são jovens, têm sérios problemas de saúde, estão no topo da carreira, ou próximo, têm pouca apetência para se integrarem em novas carreiras e serão pagas pelos novos serviços onde forem colocadas.
Do ponto de vista estrito de uma gestão racional de recursos não serão muitos os serviços dispostos a reber estes professores em início de nova carreira. Naturalmente que têm uma experiência que nada nem ninguém apaga, mas...
Assim caminha a reestruturação da função pública, esmagando os mais fracos e os mais fragilizados e atirando-os para o quadro de excedentes.
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