Manuel Alegre não merecia isto. O PS escolhe-o, aparentemente, porque não encontrou melhor. Estes momentos costumam ser de exaltação, mas neste caso a escolha parece ser uma espécie de óleo de fígado de bacalhau, sabe mal mas faz bem.
Não compreendo a estratégia seguida, como aliás não consigo perceber muitas outras coisas que se passam no PS e no Governo, mas com estes em derrapagem ou Alegre seduz o centro ou vai ser mau de se ver.
Alegre é uma referência, uma voz da liberdade, um poeta maior da língua portuguesa, um político experimentado, um cidadão que não se deixa encabrestar. Pode não se gostar dele, mas é candidato por direito próprio e as primárias já ninguém lhas ganha.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
domingo, 30 de maio de 2010
Emagrecer o Estado
Já aqui escrevi sobre o “Estado Mínimo” e o perigo de reduzir os serviços públicos a níveis de insuficiência inaceitáveis. Mas é um facto que existe um défice de eficiência e de eficácia em muitos deles, sobretudo por razões organizacionais.
O problema é, sobretudo, estrutural e decorre da forma como se legisla ou se regulamenta, muitas vezes sem sentido das realidades e sem qualquer avaliação dos impactos financeiros das decisões.
Apesar dos “simplexes”, a verdade é que a Administração Pública é excessivamente burocrática, a gestão cada vez mais complexa, o funcionamento sujeito a mais entropia. Emagrecer o Estado é, sobretudo, um combate sem tréguas à irracionalidade organizacional.
O problema é, sobretudo, estrutural e decorre da forma como se legisla ou se regulamenta, muitas vezes sem sentido das realidades e sem qualquer avaliação dos impactos financeiros das decisões.
Apesar dos “simplexes”, a verdade é que a Administração Pública é excessivamente burocrática, a gestão cada vez mais complexa, o funcionamento sujeito a mais entropia. Emagrecer o Estado é, sobretudo, um combate sem tréguas à irracionalidade organizacional.
domingo, 23 de maio de 2010
Um país a fingir
Portugal finge que é um país independente, mas é Bruxelas quem manda aqui. Ainda bem, não fosse assim e em vez do cinto agora, ainda nos apertavam o pescoço mais tarde.
O Governo fingia que tinha um rumo para o país, mas afinal ficámos a saber que ou se enganou ou nos enganou a todos. A nova liderança do PSD fingia que era alternativa ao Governo, mas já acabou a pedir desculpa por ter que dar o dito por não dito.
Os portugueses fingem que acreditam nos governantes, nas oposições, nos políticos em geral, na redução do défice, no crescimento da economia, num futuro risonho para o país. Fernando Pessoa diria que somos uns fingidores, tal como o poeta “que chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente”.
O Governo fingia que tinha um rumo para o país, mas afinal ficámos a saber que ou se enganou ou nos enganou a todos. A nova liderança do PSD fingia que era alternativa ao Governo, mas já acabou a pedir desculpa por ter que dar o dito por não dito.
Os portugueses fingem que acreditam nos governantes, nas oposições, nos políticos em geral, na redução do défice, no crescimento da economia, num futuro risonho para o país. Fernando Pessoa diria que somos uns fingidores, tal como o poeta “que chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente”.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
A serpente e o pirilampo
Era uma vez uma serpente e um pirilampo que viviam numa floresta longínqua. Um dia a serpente começou a perseguir o pirilampo. Este percebeu que a serpente o queria devorar e fugiu enquanto pôde.
Ao fim de três dias, cansado e já sem esperança de se salvar, parou e pediu à serpente que lhe concedesse a graça de lhe deixar fazer três perguntas. Magnânima, esta acedeu.
Então o pirilampo perguntou-lhe: “Faço parte da tua cadeia alimentar?”. “Não”, respondeu a serpente. “Mas vais comer-me?” “Claro!”. “Porquê?”, insistiu o pirilampo. “Porque o teu brilho me incomoda!”, respondeu-lhe a serpente. Moral da história, cuidado com as serpentes, mesmo que não seja um pirilampo.
Ao fim de três dias, cansado e já sem esperança de se salvar, parou e pediu à serpente que lhe concedesse a graça de lhe deixar fazer três perguntas. Magnânima, esta acedeu.
Então o pirilampo perguntou-lhe: “Faço parte da tua cadeia alimentar?”. “Não”, respondeu a serpente. “Mas vais comer-me?” “Claro!”. “Porquê?”, insistiu o pirilampo. “Porque o teu brilho me incomoda!”, respondeu-lhe a serpente. Moral da história, cuidado com as serpentes, mesmo que não seja um pirilampo.
União Nacional
Eu sei que esta expressão evoca outros tempos, mas há momentos na vida dos povos em que velhas palavras devem ganhar novos sentidos. A crise com que o país se debate, meio importada, meio provocada por delírios internos, teria uma resposta muito mais consistente se o país político se unisse ao resto do país numa verdadeira união nacional de vontades, de expectativas, de práticas e de resultados.
Entendamo-nos! Dirão muitos, num mínimo denominador comum, capaz de fazer o país tomar fôlego para se lançar na recuperação e evitar o sufoco do permanente “credo na boca” em que vivemos.
Se não formos nós a fazer o que tem de ser feito, alguém o fará por nós, e será sempre pior.
Entendamo-nos! Dirão muitos, num mínimo denominador comum, capaz de fazer o país tomar fôlego para se lançar na recuperação e evitar o sufoco do permanente “credo na boca” em que vivemos.
Se não formos nós a fazer o que tem de ser feito, alguém o fará por nós, e será sempre pior.
Reinventar o futuro
As agências internacionais insistem em dar má classificação à economia portuguesa, alguns não desistem de nos acenar com o fantasma da bancarrota, a bolsa dá trambolhões históricos, as condições de vida dos portugueses agravam-se, os conflitos sociais crescem em flecha e o sector dos transportes ameaça paralisar o país.
Vivemos sobre um barril de pólvora pronto a explodir, só falta saber quem acende o rastilho ou se o bom senso e a capacidade de colocar os interesses colectivos do país acima dos interesses particulares e de classe se conseguem sobrepor à inconsciência do quanto pior melhor.
“As portas que Abril abriu” parecem fechar-se cada vez mais. É tempo de reinventar o futuro.
Vivemos sobre um barril de pólvora pronto a explodir, só falta saber quem acende o rastilho ou se o bom senso e a capacidade de colocar os interesses colectivos do país acima dos interesses particulares e de classe se conseguem sobrepor à inconsciência do quanto pior melhor.
“As portas que Abril abriu” parecem fechar-se cada vez mais. É tempo de reinventar o futuro.
Poeira vulcânica
A erupção de um vulcão na Islândia lançou o caos na navegação aérea europeia e nas contas de inúmeras empresas e cidadãos, acentuando a fragilidade da modernidade face ao poder ancestral da natureza.
Fechado o espaço aéreo, em nome da segurança, questiona-se a necessidade e a responsabilidade pelos prejuízos decorrentes. É que uma companhia aérea testou, com aviões vazios, e concluiu não ter encontrado quaisquer danos para os motores nem perigo para os passageiros.
É mais uma medida drástica, cuja necessidade é posta em causa, sem que ninguém seja responsabilizado e sem que os prejudicados sejam ressarcidos. Mas, e se o espaço aéreo se mantivesse aberto e um avião caísse?
Fechado o espaço aéreo, em nome da segurança, questiona-se a necessidade e a responsabilidade pelos prejuízos decorrentes. É que uma companhia aérea testou, com aviões vazios, e concluiu não ter encontrado quaisquer danos para os motores nem perigo para os passageiros.
É mais uma medida drástica, cuja necessidade é posta em causa, sem que ninguém seja responsabilizado e sem que os prejudicados sejam ressarcidos. Mas, e se o espaço aéreo se mantivesse aberto e um avião caísse?
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Professores em risco
Um centro de investigação inglês acaba de publicar um relatório preocupante sobre a saúde dos professores; sofrem de depressão, taquicardia e distúrbios alimentares e apresentam forte tendência para o suicídio.
As causas são, sobretudo, o excesso de trabalho e o mau comportamento dos alunos. A situação é agravada pelo facto de os professores em risco “não terem apoio das direcções das escolas, dos seus coordenadores e do sistema como um todo.”
Um líder sindical defende que “se os professores necessitarem de usar a força para salvaguardar a segurança, devem fazê-lo”. É certo que falamos de Inglaterra. E por cá, é muito diferente?
As causas são, sobretudo, o excesso de trabalho e o mau comportamento dos alunos. A situação é agravada pelo facto de os professores em risco “não terem apoio das direcções das escolas, dos seus coordenadores e do sistema como um todo.”
Um líder sindical defende que “se os professores necessitarem de usar a força para salvaguardar a segurança, devem fazê-lo”. É certo que falamos de Inglaterra. E por cá, é muito diferente?
A falácia do Estado Mínimo
Cavaco Silva chamou-lhe o “monstro”, alguns querem-no mínimo, mas os portugueses apreciam o seu manto protector.
É que a imagem tradicional do Estado – uma miríade de funcionários públicos incompetentes e improdutivos – não passa de um embuste. O Estado é o conjunto dos serviços sem os quais os portugueses não poderiam viver, da saúde à educação, da justiça à segurança, do ambiente à economia, das obras públicas ao desporto.
O Estado Mínimo corresponde à degradação dos serviços públicos, não a maior racionalidade. Que é preciso ganhar eficiência e melhor capacidade de gestão, é um facto. Mas a qualidade não se compagina com a demagogia minimalista.
É que a imagem tradicional do Estado – uma miríade de funcionários públicos incompetentes e improdutivos – não passa de um embuste. O Estado é o conjunto dos serviços sem os quais os portugueses não poderiam viver, da saúde à educação, da justiça à segurança, do ambiente à economia, das obras públicas ao desporto.
O Estado Mínimo corresponde à degradação dos serviços públicos, não a maior racionalidade. Que é preciso ganhar eficiência e melhor capacidade de gestão, é um facto. Mas a qualidade não se compagina com a demagogia minimalista.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
O beco português
Sou de uma geração que cresceu a acreditar na mudança política e social, na construção de um mundo melhor. Então as escolhas eram claras - Estado Novo versus democracia. E como nos embebedámos de liberdade.
Hoje não há escolha, ou o PEC ou a bancarrota. Pela enésima vez, os portugueses vivem à beira do abismo financeiro mas, tal como na história do lobo, ninguém acredita que seja verdade. O consumismo, para os que ainda podem, é a sublimação da frustração. Hoje posso gastar, amanhã logo se vê!
A deriva gestionária alastra como uma mancha de óleo. O primado da política deu lugar à contabilidade, necessária, mas insuficiente. O futuro é previsível, tanto quanto para um fugitivo que se mete por um beco.
Hoje não há escolha, ou o PEC ou a bancarrota. Pela enésima vez, os portugueses vivem à beira do abismo financeiro mas, tal como na história do lobo, ninguém acredita que seja verdade. O consumismo, para os que ainda podem, é a sublimação da frustração. Hoje posso gastar, amanhã logo se vê!
A deriva gestionária alastra como uma mancha de óleo. O primado da política deu lugar à contabilidade, necessária, mas insuficiente. O futuro é previsível, tanto quanto para um fugitivo que se mete por um beco.
segunda-feira, 29 de março de 2010
O Primeiro-ministro mentiu
A afirmação não é minha, é apenas o eco do que corre pelo país político e transborda crescentemente para o país real. Não sei se mentiu, mas sei que a acusação é gravíssima e a prudência e a decência aconselham um pouco mais de moderação na linguagem.
O mesmo Primeiro-ministro fez esta semana um périplo relâmpago pelos países do Magreb, procurando reforçar os nossos interesses económicos na região. O líder líbio, Muammar Khadafi, fê-lo esperar um par de horas antes de o receber; indignei-me. Quem estava à porta não era José Sócrates, era Portugal.
É aqui que está o busílis da questão, criticar o PM é legítimo, desrespeitá-lo é como perdermos o respeito por nós próprios.
O mesmo Primeiro-ministro fez esta semana um périplo relâmpago pelos países do Magreb, procurando reforçar os nossos interesses económicos na região. O líder líbio, Muammar Khadafi, fê-lo esperar um par de horas antes de o receber; indignei-me. Quem estava à porta não era José Sócrates, era Portugal.
É aqui que está o busílis da questão, criticar o PM é legítimo, desrespeitá-lo é como perdermos o respeito por nós próprios.
domingo, 21 de março de 2010
Escolas assassinas
Em Mirandela um aluno lança-se ao rio, alegadamente farto dos maus tratos que alguns colegas lhe infligiam. Em Sintra um professor faz o mesmo, justificando o seu acto desesperado por não aguentar mais as humilhações a que os alunos o sujeitavam.
É certo que as situações não são generalizáveis, que o suicídio é um fenómeno complexo, que cada aluno e cada professor é uma personalidade singular e que cada escola é um microcosmo único.
Mas as escolas têm de ser sopros de vida, não antecâmaras de mortes evitáveis. Em ambos os casos nada nem ninguém foi capaz de antecipar o desfecho trágico, muito menos fazer algo para o evitar, e isto é que é incompreensível e inaceitável.
É certo que as situações não são generalizáveis, que o suicídio é um fenómeno complexo, que cada aluno e cada professor é uma personalidade singular e que cada escola é um microcosmo único.
Mas as escolas têm de ser sopros de vida, não antecâmaras de mortes evitáveis. Em ambos os casos nada nem ninguém foi capaz de antecipar o desfecho trágico, muito menos fazer algo para o evitar, e isto é que é incompreensível e inaceitável.
Como um barco sem rumo
Imagine um navio numa tormenta, com um rombo no casco, o leme danificado e a água a entrar na casa das máquinas. Em pânico, os passageiros esperam do comandante decisões firmes e sábias.
Eis senão quando este informa esperar-se que alguém possa vir em socorro do barco, comprá-lo, afundá-lo, ou mesmo transformá-lo; mas nada é certo. Os passageiros esperavam acção, não que caísse do Céu uma solução.
Não sei o que aconteceu ao barco, mas lembra-me o estádio de Leiria. Entre vendas, implosões e transformismos, a conta continua a aumentar e verdadeiras soluções…nenhuma. Num barco, para chegar a bom porto, é preciso ter um rumo definido e um piloto capaz de cumprir a rota.
Eis senão quando este informa esperar-se que alguém possa vir em socorro do barco, comprá-lo, afundá-lo, ou mesmo transformá-lo; mas nada é certo. Os passageiros esperavam acção, não que caísse do Céu uma solução.
Não sei o que aconteceu ao barco, mas lembra-me o estádio de Leiria. Entre vendas, implosões e transformismos, a conta continua a aumentar e verdadeiras soluções…nenhuma. Num barco, para chegar a bom porto, é preciso ter um rumo definido e um piloto capaz de cumprir a rota.
A culpa não resolve problemas
Atribuir responsabilidades é um acto de gestão indispensável; exigir responsabilidades é um direito de cidadania de todos nós.
No entanto, muitas vezes perde-se de vista o essencial, avaliar os erros para os corrigir, optando-se por transformar alguém em bode expiatório de algo que correu menos bem, como se encontrar o culpado fosse mais importante do que resolver os problemas.
A propósito da tragédia na Madeira, algumas vozes se levantaram contra o Governo Regional, culpando-o por algum desordenamento urbanístico. Mas será possível calcular as culpas dos homens face às da natureza enfurecida? O importante é reconstruir, não utilizar o drama para ajustes de contas.
No entanto, muitas vezes perde-se de vista o essencial, avaliar os erros para os corrigir, optando-se por transformar alguém em bode expiatório de algo que correu menos bem, como se encontrar o culpado fosse mais importante do que resolver os problemas.
A propósito da tragédia na Madeira, algumas vozes se levantaram contra o Governo Regional, culpando-o por algum desordenamento urbanístico. Mas será possível calcular as culpas dos homens face às da natureza enfurecida? O importante é reconstruir, não utilizar o drama para ajustes de contas.
terça-feira, 9 de março de 2010
Querido Magalhães
Devo começar por fazer uma declaração de interesse. Ninguém me pagou para dizer o que vem a seguir. É verdade que não fui fotografado a tomar o pequeno almoço com o Primeiro Ministro e, que me lembre, só jantei com ele uma vez numa tasca da Boavista, leitão claro, quando ele fazia a travessia do deserto entre o guterrismo e o socratismo.
Dito isto, quero elogiar o Magalhães, o computador mais vilipendiado em Portugal desde que eles existem. Estava eu a preparar-me para viajar para o exterior, se dissesse estrangeiro pensavam logo que ia de férias, quando me lembrei de experimentar o do meu filho mais novo. É maneirinho, pesa pouco e a acreditar no que dizem em Portugal ninguém o quer roubar.
Pois a verdade é que serve na perfeição para gerir o correio e escrever o que é preciso. Mantém-nos em contacto e dá para trabalhar. Que mais poderia querer? É certo que é num bocadinho lento, mas há coisas que até convém que não sejam muito rápidas para podermos pensar melhor.
Aqui fica a minha homenagem ao pequeno Magalhães.
Depois de tanta maledicência é tempo de começarmos a dar valor a um dos programas que, no estrangeiro, gera a admiração de quem sabe das coisas da educação.
Entretanto, minder jót!
Dito isto, quero elogiar o Magalhães, o computador mais vilipendiado em Portugal desde que eles existem. Estava eu a preparar-me para viajar para o exterior, se dissesse estrangeiro pensavam logo que ia de férias, quando me lembrei de experimentar o do meu filho mais novo. É maneirinho, pesa pouco e a acreditar no que dizem em Portugal ninguém o quer roubar.
Pois a verdade é que serve na perfeição para gerir o correio e escrever o que é preciso. Mantém-nos em contacto e dá para trabalhar. Que mais poderia querer? É certo que é num bocadinho lento, mas há coisas que até convém que não sejam muito rápidas para podermos pensar melhor.
Aqui fica a minha homenagem ao pequeno Magalhães.
Depois de tanta maledicência é tempo de começarmos a dar valor a um dos programas que, no estrangeiro, gera a admiração de quem sabe das coisas da educação.
Entretanto, minder jót!
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Revitalizar o centro da cidade
Dar nova vida ao centro da cidade (Leiria) é um desejo antigo, que agora se torna ainda mais premente com a ameaça de maior desertificação decorrente da abertura do Shopping Leiria.
No âmbito de uma intervenção global, a Câmara acaba de dar parecer prévio favorável ao projecto de uma superfície comercial a construir no edifício do terminal rodoviário.
Regista-se a abertura ao investimento, a celeridade da decisão, a defesa do centro da cidade como zona comercial de primeira importância e o condicionamento do projecto a estudos complementares da mais diversa natureza, que acautelem o interesse público e a qualidade da solução urbanística. Há dúvidas? Vamos ao debate público.
No âmbito de uma intervenção global, a Câmara acaba de dar parecer prévio favorável ao projecto de uma superfície comercial a construir no edifício do terminal rodoviário.
Regista-se a abertura ao investimento, a celeridade da decisão, a defesa do centro da cidade como zona comercial de primeira importância e o condicionamento do projecto a estudos complementares da mais diversa natureza, que acautelem o interesse público e a qualidade da solução urbanística. Há dúvidas? Vamos ao debate público.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
A ética do Serviço Público
Os acontecimentos das últimas semanas, independentemente dos juízos que cada um possa fazer sobre os mesmos, deixaram claro a teia de interesses que rodeiam todos os que se movimentam na órbita do Poder.
As revelações vindas a público mais não fazem do que confirmar a existência de grupos, institucionalmente dominantes, que se servem do Estado e que o usam em seu proveito, servindo-se do voto e da boa-fé dos cidadãos para legitimar um poder iníquo e imoral.
É, pois, urgente e indispensável, observar a ética do Serviço Público como primeira condição para se exercerem cargos de Estado, com sentido de serviço à comunidade e não em benefício próprio.
As revelações vindas a público mais não fazem do que confirmar a existência de grupos, institucionalmente dominantes, que se servem do Estado e que o usam em seu proveito, servindo-se do voto e da boa-fé dos cidadãos para legitimar um poder iníquo e imoral.
É, pois, urgente e indispensável, observar a ética do Serviço Público como primeira condição para se exercerem cargos de Estado, com sentido de serviço à comunidade e não em benefício próprio.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Gestión y Liderazgo Escolar
Uno de los temas más sensibles en la discusión sobre la calidad de la educación ha sido en los últimos años, el relacionado con las políticas y estrategias orientadas a la formación de los directivos de los centros educativos, como aspecto fundamental para favorecer la innovación en la gestión escolar. Las reformas educativas de las últimas décadas promovieron el cambio de la centralización a la autonomía, lo cual implicó para los directivos nuevas responsabilidades y complejas demandas en el manejo administrativo-financiero de los recursos asignados, la gestión con las comunidades, los resultados en el aprendizaje de los estudiantes y la toma de decisiones colegiada. Implicaba responder, tanto a las exigencias externas relacionadas con la normatividad educativa, como a los requerimientos internos de los docentes, los estudiantes y los padres de familia, y ello requería de los directivos conocimientos y preparación.
A la vista de lo anterior, diferentes programas de formación se desarrollan en los países con diversas orientaciones y uso de estrategias, con mayor o menor cobertura, unos muy locales, otros más amplios, algunos promovidos desde las autoridades educativas nacionales, tendientes a ampliar los conocimientos de los directivos en el campo de la gestión escolar, pero con dificultades para manejar una tensión que se genera entre las teorías administrativas, que pueden orientar la gestión y que llevan a veces a considerar la institución como una empresa, y lo pedagógico que debe mirar la complejidad de los procesos educativos.
Pero también en la región, el COLAM y otras organizaciones como la OEI y el CAB, promueven la realización de experiencias compartidas, orientadas al liderazgo pedagógico y el perfeccionamiento en la gestión educativa, que pretenden integrar las lecciones aprendidas en los países e involucrar a las Universidades e Instituciones formadoras de docentes.
La diversidad de nuestros países y la riqueza de sus experiencias educativas, muestran la necesidad de compartir los desarrollos de las universidades en relación con la formación de directivos docentes, lo cual favorece la creación de redes, que propician la integración entre las instituciones y conforman un ámbito de discusión e intercambio, en lo relacionado con la formulación de políticas y estrategias orientadas a favorecer la innovación en la gestión escolar.
Analizar los problemas propios de la gestión escolar, con el objeto de generar un debate continuado entre las comunidades universitarias interesadas en fortalecer la relación Universidad-Escuela y construir de manera conjunta una propuesta de formación de directivos de centros educativos, fue uno de los propósitos de un proyecto desarrollado con los países del Convenio Andrés Bello – CAB- durante 2 años. Se trataba de conocer y valorar las propuestas que se desarrollan en los diferentes países y favorecer la comprensión del valor que tiene la integración para la construcción colectiva desde el reconocimiento de la diferencia y la singularidad de nuestros contextos sociales y educativos.[1]
En esta perspectiva, la gestión educativa se concibe como un proceso que se orienta al fortalecimiento de los Proyectos Educativos de las Instituciones, que sostiene la autonomía institucional en el marco de las políticas públicas y enriquece los procesos pedagógicos con el fin de responder a las necesidades educativas locales, regionales y mundiales. Desde lo pedagógico, promueve el aprendizaje de los estudiantes, los docentes y la comunidad educativa en su conjunto. Reconoce la complejidad del contexto interno y externo, la diversidad, la interculturalidad y la incertidumbre. Por ello, se preocupa por mantener un liderazgo con visión educativa dentro de la institución y con las comunidades externas a ella; explora el trabajo en equipo y procura la construcción permanente del proyecto educativo de manera conjunta y compartida con la comunidad.
Algo más hay que añadir con respecto a las competencias del directivo docente. Estas le permitirán actuar y responder a los retos, en ellas integra pensamiento y acción, actitudes y valores: el liderazgo pedagógico transformador; el desarrollo y evaluación permanente del currículo; la interacción con el medio externo y la generación de un clima de convivencia interno, la gestión de recursos, el uso de TIC, la reflexión y la investigación.
Un aspecto que vale la pena mencionar es el enfoque pedagógico de los programas de formación, con el fin de mejorar la calidad y pertinencia de los aprendizajes de los estudiantes, favorecer la integración teoría-práctica, propiciar la reflexión crítica, reconocer al directivo docente como productor de saber pedagógico y estudiar la gestión desde tres ejes que son fundamentales: lo académico, lo administrativo y la comunidad.
Tal vez el dominio de la gestión escolar corresponda a un saber, a una práctica compleja y diferente para cada institución. Pero es a nosotros, organizaciones y universidades de los países, que nos corresponde fortalecer la construcción de comunidades de saber desde la gestión escolar, estimular procesos de reflexión crítica sobre las prácticas de gestión y dirección, favorecer su problematización y contraste con elementos teóricos y propiciar la construcción de alternativas innovadoras para el mejoramiento continuo de la calidad de la educación.
“Ser Directivo hoy día de una escuela y hacer Gestión, es hacer escuela en función de un horizonte de mejoramiento continuo, integrando teoría y el conocimiento que proviene de la propia practica, es unir ética con eficacia y mantener vivo el propósito moral de generar aprendizajes para todos”[2]
[1] Convenio Andrés Bello. “Documento Visión Compartida”. Programa de Formación de Educadores y Otros Actores Sociales. Foro Formación de Directivos de Centros Educativos, Bogotá, 2008
[2] Pozner, P. “El Directivo docente: Líder de la gestión educativa”. Conferencia Foro Nacional de Gestión Educativa, Bogotá, Octubre 2007.
Fonte: http://www.oui-iohe.org/webcolam/index.php?option=com_content&view=article&id=150%3Agestion-y-liderazgo-escolar&catid=5%3Atemas-de-interes&lang=es
A la vista de lo anterior, diferentes programas de formación se desarrollan en los países con diversas orientaciones y uso de estrategias, con mayor o menor cobertura, unos muy locales, otros más amplios, algunos promovidos desde las autoridades educativas nacionales, tendientes a ampliar los conocimientos de los directivos en el campo de la gestión escolar, pero con dificultades para manejar una tensión que se genera entre las teorías administrativas, que pueden orientar la gestión y que llevan a veces a considerar la institución como una empresa, y lo pedagógico que debe mirar la complejidad de los procesos educativos.
Pero también en la región, el COLAM y otras organizaciones como la OEI y el CAB, promueven la realización de experiencias compartidas, orientadas al liderazgo pedagógico y el perfeccionamiento en la gestión educativa, que pretenden integrar las lecciones aprendidas en los países e involucrar a las Universidades e Instituciones formadoras de docentes.
La diversidad de nuestros países y la riqueza de sus experiencias educativas, muestran la necesidad de compartir los desarrollos de las universidades en relación con la formación de directivos docentes, lo cual favorece la creación de redes, que propician la integración entre las instituciones y conforman un ámbito de discusión e intercambio, en lo relacionado con la formulación de políticas y estrategias orientadas a favorecer la innovación en la gestión escolar.
Analizar los problemas propios de la gestión escolar, con el objeto de generar un debate continuado entre las comunidades universitarias interesadas en fortalecer la relación Universidad-Escuela y construir de manera conjunta una propuesta de formación de directivos de centros educativos, fue uno de los propósitos de un proyecto desarrollado con los países del Convenio Andrés Bello – CAB- durante 2 años. Se trataba de conocer y valorar las propuestas que se desarrollan en los diferentes países y favorecer la comprensión del valor que tiene la integración para la construcción colectiva desde el reconocimiento de la diferencia y la singularidad de nuestros contextos sociales y educativos.[1]
En esta perspectiva, la gestión educativa se concibe como un proceso que se orienta al fortalecimiento de los Proyectos Educativos de las Instituciones, que sostiene la autonomía institucional en el marco de las políticas públicas y enriquece los procesos pedagógicos con el fin de responder a las necesidades educativas locales, regionales y mundiales. Desde lo pedagógico, promueve el aprendizaje de los estudiantes, los docentes y la comunidad educativa en su conjunto. Reconoce la complejidad del contexto interno y externo, la diversidad, la interculturalidad y la incertidumbre. Por ello, se preocupa por mantener un liderazgo con visión educativa dentro de la institución y con las comunidades externas a ella; explora el trabajo en equipo y procura la construcción permanente del proyecto educativo de manera conjunta y compartida con la comunidad.
Algo más hay que añadir con respecto a las competencias del directivo docente. Estas le permitirán actuar y responder a los retos, en ellas integra pensamiento y acción, actitudes y valores: el liderazgo pedagógico transformador; el desarrollo y evaluación permanente del currículo; la interacción con el medio externo y la generación de un clima de convivencia interno, la gestión de recursos, el uso de TIC, la reflexión y la investigación.
Un aspecto que vale la pena mencionar es el enfoque pedagógico de los programas de formación, con el fin de mejorar la calidad y pertinencia de los aprendizajes de los estudiantes, favorecer la integración teoría-práctica, propiciar la reflexión crítica, reconocer al directivo docente como productor de saber pedagógico y estudiar la gestión desde tres ejes que son fundamentales: lo académico, lo administrativo y la comunidad.
Tal vez el dominio de la gestión escolar corresponda a un saber, a una práctica compleja y diferente para cada institución. Pero es a nosotros, organizaciones y universidades de los países, que nos corresponde fortalecer la construcción de comunidades de saber desde la gestión escolar, estimular procesos de reflexión crítica sobre las prácticas de gestión y dirección, favorecer su problematización y contraste con elementos teóricos y propiciar la construcción de alternativas innovadoras para el mejoramiento continuo de la calidad de la educación.
“Ser Directivo hoy día de una escuela y hacer Gestión, es hacer escuela en función de un horizonte de mejoramiento continuo, integrando teoría y el conocimiento que proviene de la propia practica, es unir ética con eficacia y mantener vivo el propósito moral de generar aprendizajes para todos”[2]
[1] Convenio Andrés Bello. “Documento Visión Compartida”. Programa de Formación de Educadores y Otros Actores Sociales. Foro Formación de Directivos de Centros Educativos, Bogotá, 2008
[2] Pozner, P. “El Directivo docente: Líder de la gestión educativa”. Conferencia Foro Nacional de Gestión Educativa, Bogotá, Octubre 2007.
Fonte: http://www.oui-iohe.org/webcolam/index.php?option=com_content&view=article&id=150%3Agestion-y-liderazgo-escolar&catid=5%3Atemas-de-interes&lang=es
domingo, 14 de fevereiro de 2010
El liderazgo docente en la construcción de la cultura escolar de calidad. Un desafío de orden superior
Mario Uribe
Chileno. Académico, miembro programa educaciónárea Gestión Escolar de Calidad, Fundación Chile.
Contexto
La Reforma Educacional emprendida en la mayoría de los países de América Latina desde principio de los años noventa se constituyó como una de las prioridades de la agenda política de los países que se comprometieron con ella. Mejorar la equidad y proveer una educación sensible a las diferencias que discrimine en favor de los más pobres y vulnerables; mejorar la calidad de la enseñanza, aumentar las exigencias yfocalizar la atención en los resultados del aprendizaje; profesionalizar el trabajo docente; descentralizar y reorganizar la gestión educativa y ofrecer más autonomía a las escuelas; fortalecer la institución escolar para ofrecer mejor capacidad de operación y mayor responsabilidad por sus resultados, fueron las líneas fundamentales que con distinto énfasis pusieron en marcha los gobiernos de la región.Dos ejes de esta reforma interesa destacar: aquel relacionado a los temas de dirección de instituciones educacionales y los que abordan cuestiones de perfeccionamiento docente.El primero ha implicado desarrollar líneas de trabajo relacionadas al fortalecimiento de las capacidades de gestión y evaluación de resultados. El segundo fomenta el desarrollo profesional de los docentes y las políticas de incentivos. También en estos años se han incorporado al vocabulario habitual de los directivos conceptos como el de rendición de cuentas (accountability) y liderazgo directivo.Estando a más de una década del inicio de la reforma, sabemos que su implementación no fue homogénea y sus resultados han sido muy distintos en cada país. Entre los factores relevantes a considerar en un primer análisis comparado está el nivel de compromiso de los gobiernos, las situaciones de estabilidad políticoinstitucional o bien el nivel de involucramiento de los actores (stakeholders) 2; entre ellos, uno de estratégica importancia para el éxito de cualquier reforma: los maestros. Su participación en las definiciones fundamentales de la reforma en general ha sido marginal, de bajo impacto y reactiva en muchos casos, esto porque, en la mayoría de las experiencias, la reforma de los noventa se abordó desde una perspectiva más bien institucional, donde se modificaron aspectos relativos a la legislación, los contenidos y metodologías, el modelo de financiamiento, la gestión y administración de los sistemas educativos. La consecuencia de ello es que muchosde estos cambios no lograron modificar las prácticas tradicionales como se planificó y “siguieron obedeciendo a viejos modelos incorporados en la cultura y subjetividad de los docentes”.En este marco y reconociendo la disparidad de entornos que rodean a la escuela latinoamericana, el artículo presenta una selección de referencias bibliográficas fundamentales, que pretenden orientar en los conceptos claves a través de los cuales sea posible reconocer los aspectos o ámbitos que posibilitan el desarrollo del liderazgo de los docentes. Esto es, generar las condiciones para lograr un ambiente de trabajo que promueva una cultura de participación efectiva de los profesores para el logro y mejora de su propio quehacer y de los objetivos declarados en el proyecto educativo de la institución escolar.
Fonte:http://www.educared.pe/directivos/articulo/1110/el-liderazgo-docente-en-la-construccion-de-la-cultura-escolar-de-calidad-un-desafio-de-orden-superior/
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Chileno. Académico, miembro programa educaciónárea Gestión Escolar de Calidad, Fundación Chile.
Contexto
La Reforma Educacional emprendida en la mayoría de los países de América Latina desde principio de los años noventa se constituyó como una de las prioridades de la agenda política de los países que se comprometieron con ella. Mejorar la equidad y proveer una educación sensible a las diferencias que discrimine en favor de los más pobres y vulnerables; mejorar la calidad de la enseñanza, aumentar las exigencias yfocalizar la atención en los resultados del aprendizaje; profesionalizar el trabajo docente; descentralizar y reorganizar la gestión educativa y ofrecer más autonomía a las escuelas; fortalecer la institución escolar para ofrecer mejor capacidad de operación y mayor responsabilidad por sus resultados, fueron las líneas fundamentales que con distinto énfasis pusieron en marcha los gobiernos de la región.Dos ejes de esta reforma interesa destacar: aquel relacionado a los temas de dirección de instituciones educacionales y los que abordan cuestiones de perfeccionamiento docente.El primero ha implicado desarrollar líneas de trabajo relacionadas al fortalecimiento de las capacidades de gestión y evaluación de resultados. El segundo fomenta el desarrollo profesional de los docentes y las políticas de incentivos. También en estos años se han incorporado al vocabulario habitual de los directivos conceptos como el de rendición de cuentas (accountability) y liderazgo directivo.Estando a más de una década del inicio de la reforma, sabemos que su implementación no fue homogénea y sus resultados han sido muy distintos en cada país. Entre los factores relevantes a considerar en un primer análisis comparado está el nivel de compromiso de los gobiernos, las situaciones de estabilidad políticoinstitucional o bien el nivel de involucramiento de los actores (stakeholders) 2; entre ellos, uno de estratégica importancia para el éxito de cualquier reforma: los maestros. Su participación en las definiciones fundamentales de la reforma en general ha sido marginal, de bajo impacto y reactiva en muchos casos, esto porque, en la mayoría de las experiencias, la reforma de los noventa se abordó desde una perspectiva más bien institucional, donde se modificaron aspectos relativos a la legislación, los contenidos y metodologías, el modelo de financiamiento, la gestión y administración de los sistemas educativos. La consecuencia de ello es que muchosde estos cambios no lograron modificar las prácticas tradicionales como se planificó y “siguieron obedeciendo a viejos modelos incorporados en la cultura y subjetividad de los docentes”.En este marco y reconociendo la disparidad de entornos que rodean a la escuela latinoamericana, el artículo presenta una selección de referencias bibliográficas fundamentales, que pretenden orientar en los conceptos claves a través de los cuales sea posible reconocer los aspectos o ámbitos que posibilitan el desarrollo del liderazgo de los docentes. Esto es, generar las condiciones para lograr un ambiente de trabajo que promueva una cultura de participación efectiva de los profesores para el logro y mejora de su propio quehacer y de los objetivos declarados en el proyecto educativo de la institución escolar.
Fonte:http://www.educared.pe/directivos/articulo/1110/el-liderazgo-docente-en-la-construccion-de-la-cultura-escolar-de-calidad-un-desafio-de-orden-superior/
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sábado, 13 de fevereiro de 2010
Um país à escuta
Novas revelações, obtidas em escutas telefónicas, voltaram a pôr em causa a seriedade de algumas personalidades dos círculos do poder.
As escutas foram declaradas ilegais, mas quem se importa? A Justiça deixa-se violar e a comunicação social substitui-a no julgamento popular. Os visados podem não ser incriminados, mas nada anula o que supostamente disseram e a imagem, negativa, que fica.
As escutas divulgadas puseram a descoberto coisas que nada consegue apagar. Para a Justiça, os cidadãos em causa podem ser impolutos, para a Opinião Pública já foram condenados. Para o PM é mais uma estação da Via Sacra.
As escutas foram declaradas ilegais, mas quem se importa? A Justiça deixa-se violar e a comunicação social substitui-a no julgamento popular. Os visados podem não ser incriminados, mas nada anula o que supostamente disseram e a imagem, negativa, que fica.
As escutas divulgadas puseram a descoberto coisas que nada consegue apagar. Para a Justiça, os cidadãos em causa podem ser impolutos, para a Opinião Pública já foram condenados. Para o PM é mais uma estação da Via Sacra.
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