Nos últimos dias o país mergulhou na vertigem da discussão sobre o Estado Social. A coisa coloca-se mais ou menos como ser do Benfica. Quem não é pelo Estado Social não é bom chefe de família.
Ora o Estado nunca é social e em Portugal a questão candente é saber como se financiam as despesas do Estado, não a qualidade social, liberal ou outro qualificativo qualquer do dito.
Em termos simples o que está em causa é saber como se paga a conta, quem a paga e que se recebe em troca. Educação, saúde e outras coisas providenciadas pelo Estado ao preço da chuva, porreiro. Há apenas um pequeno problema, alguém vai ter de pagar. E se não houver quem pague ou se o dinheiro não chegar? Viva o Estado Social.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
domingo, 19 de setembro de 2010
Mais Europa, menos Portugal
A evolução da União Europeia far-se-á, inevitavelmente, à custa das soberanias nacionais. É um preço alto, mas não se vê alternativa.
Agora são os orçamentos nacionais que passam pelo crivo de Bruxelas antes de irem a votos aos respetivos parlamentos. Parece inaceitável, mas é razoável. Os desmandos orçamentais de uns são pagos pelos orçamentos dos outros. Logo, quem paga quer ter o direito de vetar irrealidades.
Por aqui o défice não para, os juros da dívida já estão quase nos 6%, Sócrates e Passos não se entendem, Cavaco tem a recandidatura, os sindicatos esticam a corda, os desempregados desesperam e o FMI espreita. Entretanto o país parece viver no melhor dos mundos. Um milagre, é o que é.
Agora são os orçamentos nacionais que passam pelo crivo de Bruxelas antes de irem a votos aos respetivos parlamentos. Parece inaceitável, mas é razoável. Os desmandos orçamentais de uns são pagos pelos orçamentos dos outros. Logo, quem paga quer ter o direito de vetar irrealidades.
Por aqui o défice não para, os juros da dívida já estão quase nos 6%, Sócrates e Passos não se entendem, Cavaco tem a recandidatura, os sindicatos esticam a corda, os desempregados desesperam e o FMI espreita. Entretanto o país parece viver no melhor dos mundos. Um milagre, é o que é.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
A casa dos horrores
Com a leitura das sentenças do caso Casa Pia, confirma-se que esta se transformou numa verdadeira Casa dos Horrores para alguns dos menores que acolhia e agora para os arguidos condenados.
No circo mediático em que o processo se transformou, é impossível perceber de que lado está a razão, tão díspares são as posições da acusação e da maioria dos arguidos, e a leitura das sentenças só veio agravar o sentimento de que algo não bate certo em todo este processo.
Mais uma vez a condenação primeira é para a Justiça, incapaz de em tempo útil e de forma transparente e insofismável separar o trigo do joio e dar-nos a todos o conforto de uma justiça célere e justa.
No circo mediático em que o processo se transformou, é impossível perceber de que lado está a razão, tão díspares são as posições da acusação e da maioria dos arguidos, e a leitura das sentenças só veio agravar o sentimento de que algo não bate certo em todo este processo.
Mais uma vez a condenação primeira é para a Justiça, incapaz de em tempo útil e de forma transparente e insofismável separar o trigo do joio e dar-nos a todos o conforto de uma justiça célere e justa.
sábado, 4 de setembro de 2010
Os ciganos de Sarkozy
A manobra é clássica, a repressão sobre minorias, sobretudo ciganos e outros não aculturados, gera simpatias e rende votos. Os medos ancestrais vêm sempre ao de cima e um bode expiatório é o melhor catalisador dos descontentamentos sem solução.
Dito isto, é necessário ultrapassar o politicamente correto e questionar se alguma sociedade se pode dar ao luxo de assistir passivamente ao assalto dos seus fundamentos e modo de vida por grupos de “bárbaros”, sem o perigo de se deixar implodir.
Os ciganos expulsos de França são apenas a ponta de um iceberg, de um confronto permanente entre liberdade de circulação, coesão social, inclusão cultural, direitos das minorias que, ocasionalmente, degenera em explosão.
Dito isto, é necessário ultrapassar o politicamente correto e questionar se alguma sociedade se pode dar ao luxo de assistir passivamente ao assalto dos seus fundamentos e modo de vida por grupos de “bárbaros”, sem o perigo de se deixar implodir.
Os ciganos expulsos de França são apenas a ponta de um iceberg, de um confronto permanente entre liberdade de circulação, coesão social, inclusão cultural, direitos das minorias que, ocasionalmente, degenera em explosão.
Claro-escuro
A política é muitas vezes um jogo de sombras e quase sempre aquilo que parece, não é. Para os que estão fora da atividade política corrente a dificuldade em compreender o que dizem e fazem os políticos, chega a ser quase total.
Todos os dias os políticos falam da crise em que o país vive mas, na prática, não parecem comportar-se de forma a minorar o problema. O quotidiano é feito de golpes e contragolpes mediáticos, quando o que era necessário era entendimento e cooperação.
Como vendedores de sonhos, o que lhes parece interessar é convencer o eleitorado da mais-valia do seu produto, não encontrar um rumo que sirva à maioria. O país não é um quadro a preto e branco, o país são as pessoas, que têm direito a um futuro decente.
Todos os dias os políticos falam da crise em que o país vive mas, na prática, não parecem comportar-se de forma a minorar o problema. O quotidiano é feito de golpes e contragolpes mediáticos, quando o que era necessário era entendimento e cooperação.
Como vendedores de sonhos, o que lhes parece interessar é convencer o eleitorado da mais-valia do seu produto, não encontrar um rumo que sirva à maioria. O país não é um quadro a preto e branco, o país são as pessoas, que têm direito a um futuro decente.
domingo, 22 de agosto de 2010
Mudança de layout
Como tudo é feito de mudança...adoptamos um novo layout para refrescar a imagem do blogue.
As histórias exemplares de Josefa e Laura
Josefa era portuguesa, estudante universitária, empregada de supermercado e bombeira. Laura é holandesa, tem 14 anos e vai dar a volta ao mundo, sozinha, num veleiro.
Não se conheciam e apenas o facto de a primeira ter morrido carbonizada, quando combatia um fogo, no momento em que a segunda chegava a Portugal para iniciar a sua aventura, justifica que se encontrem neste texto.
Os seus mundos são muito diferentes, mas as suas histórias de vida, cada uma à sua maneira, são exemplos de tenacidade e determinação. Josefa, estudava, trabalhava e servia os outros. Laura aventura-se a desafiar o destino e, quase menina ainda, arrisca-se num empreendimento que exige conhecimento e experiência. A glória fácil não passa de uma ilusão.
Não se conheciam e apenas o facto de a primeira ter morrido carbonizada, quando combatia um fogo, no momento em que a segunda chegava a Portugal para iniciar a sua aventura, justifica que se encontrem neste texto.
Os seus mundos são muito diferentes, mas as suas histórias de vida, cada uma à sua maneira, são exemplos de tenacidade e determinação. Josefa, estudava, trabalhava e servia os outros. Laura aventura-se a desafiar o destino e, quase menina ainda, arrisca-se num empreendimento que exige conhecimento e experiência. A glória fácil não passa de uma ilusão.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Natureza enfurecida
A explosão da plataforma petrolífera da BP, os incêndios na Rússia e as cheias no Paquistão são catástrofes cuja dimensão impressiona pelas suas consequências imediatas e pelos prováveis impactos negativos a médio e longo prazo.
Embora diferentes nas suas causas, a primeira decorrente de falhas do sistema de controlo, as outras duas de circunstâncias naturais, as suas consequências são similares no sentido de se transformarem em agressões profundas ao equilíbrio ambiental e afetarem gravemente as condições de vida de milhões de pessoas.
Resta a esperança que sirvam como oportunidades para sublinhar a necessidade de maior respeito pela natureza e para reforçar as medidas que se impõem na sua defesa.
Embora diferentes nas suas causas, a primeira decorrente de falhas do sistema de controlo, as outras duas de circunstâncias naturais, as suas consequências são similares no sentido de se transformarem em agressões profundas ao equilíbrio ambiental e afetarem gravemente as condições de vida de milhões de pessoas.
Resta a esperança que sirvam como oportunidades para sublinhar a necessidade de maior respeito pela natureza e para reforçar as medidas que se impõem na sua defesa.
Este país que nós temos
Eu sei que é tempo de férias, mas o país não para. O Governo não conseguiu ainda aplicar portagens nas SCUT, porque o PSD não permitiu, mas o agravamento das condições dos apoios sociais, que vão tornar ainda mais difícil a vida aos cidadãos mais desfavorecidos, entraram pontualmente em vigor no dia 1.
O processo Freeport parecia ter terminado. Eis senão quando se soube que ficaram por fazer 27 perguntas ao PM, por falta de tempo. A sentença do processo Casa Pia foi mais uma vez adiada e um dos arguidos defende-se num blogue dos crimes que lhe imputam no tribunal.
A Ministra da Educação veio defender o fim dos chumbos e um clamor de protestos saudou a medida, sem que se cuidasse de averiguar os fundamentos da proposta. É este o país que temos. Nem as férias…para esquecer.
O processo Freeport parecia ter terminado. Eis senão quando se soube que ficaram por fazer 27 perguntas ao PM, por falta de tempo. A sentença do processo Casa Pia foi mais uma vez adiada e um dos arguidos defende-se num blogue dos crimes que lhe imputam no tribunal.
A Ministra da Educação veio defender o fim dos chumbos e um clamor de protestos saudou a medida, sem que se cuidasse de averiguar os fundamentos da proposta. É este o país que temos. Nem as férias…para esquecer.
Escolas de nova geração
As escolas secundárias requalificadas começam a mostrar-se em toda a sua nova dimensão. As opções e o montante dos investimentos são objeto de controvérsia, mas é indiscutível que se está perante escolas de nova geração, onde ensinar e aprender requer outros espaços, outra qualidade estética, outros equipamentos, novas formas de interagir com os espaços e até de relacionamento entre os atores que os usufruem.
As velhas/novas escolas ficam ao nível do que de melhor existe no mundo, e se os espaços não são tudo, são um grande contributo para a melhoria do trabalho pedagógico que ali se pode/deve realizar e que os investigadores devem tomar como objeto de estudo.
As velhas/novas escolas ficam ao nível do que de melhor existe no mundo, e se os espaços não são tudo, são um grande contributo para a melhoria do trabalho pedagógico que ali se pode/deve realizar e que os investigadores devem tomar como objeto de estudo.
As areias movediças
Guterres foi-se embora por causa do “pântano”, mas agora parece estarmos atolados em areias movediças. Quanto mais se esbraceja mais nos afundamos. É o Estado da Nação, exangue às mãos do desnorte político e da crise económica.
É certo que a legitimidade democrática não está em causa e que o Governo vai governando, mas a rédea curta da minoria não o deixa ir longe. O bloqueio é evidente e o cheiro da carniça aguça o apetite dos abutres.
A crise política paira sobre o país e a dúvida reside apenas em saber quem se decide a lançar o sprint final. Entretanto, o país continua a empobrecer e a maioria dos portugueses a desesperarem.
É certo que a legitimidade democrática não está em causa e que o Governo vai governando, mas a rédea curta da minoria não o deixa ir longe. O bloqueio é evidente e o cheiro da carniça aguça o apetite dos abutres.
A crise política paira sobre o país e a dúvida reside apenas em saber quem se decide a lançar o sprint final. Entretanto, o país continua a empobrecer e a maioria dos portugueses a desesperarem.
Ainda e sempre o Centro Histórico de Leiria
Castro fez uma incursão noturna ao centro histórico guiado por alguns moradores. Nada de novo, queixas antigas. Os executivos passam e o cancro continua.
A preservação dos centros históricos é um assunto clássico, as experiências são múltiplas, boas e más, mas o essencial está adquirido, os problemas equacionados, as soluções diversas. Então o que tem faltado? Vontade política, liderança e capacidade de realização.
Quando uma área da cidade está a desagregar-se há que tomar medidas urgentes e drásticas. A recuperação do CH exige uma ação concertada e multidisciplinar, um modelo de financiamento arrojado e mão firme na concretização das medidas que a viabilizem. Será desta?
Nota: A grafia deste texto está em conformidade com o novo acordo ortográfico.
A preservação dos centros históricos é um assunto clássico, as experiências são múltiplas, boas e más, mas o essencial está adquirido, os problemas equacionados, as soluções diversas. Então o que tem faltado? Vontade política, liderança e capacidade de realização.
Quando uma área da cidade está a desagregar-se há que tomar medidas urgentes e drásticas. A recuperação do CH exige uma ação concertada e multidisciplinar, um modelo de financiamento arrojado e mão firme na concretização das medidas que a viabilizem. Será desta?
Nota: A grafia deste texto está em conformidade com o novo acordo ortográfico.
Perguntem ao Queirós!
Foi com esta frase assassina que o CR respondeu quando o interrogaram sobre a derrota da Selecção Portuguesa. E fez bem. O mister que explique, que é para isso que lhe pagam um vencimento que não justifica.
Faltaram-nos argumentos para ganharmos à Espanha. E por que é que havia de ser diferente? É verdade que a sorte protege os audazes, quando há audácia. De resto, a nossa pequenez não é só de mercado, é de escala e a todos os níveis.
Queirós não se demite, e faz bem, espera que o demitam, é muito mais lucrativo. De certeza que a frase do sargentão não lhe sai da cabeça, “E o burro sou eu?”.
Faltaram-nos argumentos para ganharmos à Espanha. E por que é que havia de ser diferente? É verdade que a sorte protege os audazes, quando há audácia. De resto, a nossa pequenez não é só de mercado, é de escala e a todos os níveis.
Queirós não se demite, e faz bem, espera que o demitam, é muito mais lucrativo. De certeza que a frase do sargentão não lhe sai da cabeça, “E o burro sou eu?”.
A demagogia ao serviço da bancarrota
Copio do dicionário; “A demagogia traduz-se num discurso ou acção que visa manipular as paixões e os sentimentos do eleitorado para a conquista fácil do poder político”.
Todos os dias a política se enfeita de demagogia. O país está de rastos, quase à beira de uma catástrofe financeira, mas alguns dos nossos líderes políticos preferem os jogos florentinos de política pura, em vez de se preocuparem com os verdadeiros interesses do país.
O que se tem passado com as portagens nas SCUT e com o já famoso chip, que as permite cobrar de forma simples e barata, é o último exemplo de como a demagogia não conhece limites e se está nas tintas para as dificuldades do país.
Todos os dias a política se enfeita de demagogia. O país está de rastos, quase à beira de uma catástrofe financeira, mas alguns dos nossos líderes políticos preferem os jogos florentinos de política pura, em vez de se preocuparem com os verdadeiros interesses do país.
O que se tem passado com as portagens nas SCUT e com o já famoso chip, que as permite cobrar de forma simples e barata, é o último exemplo de como a demagogia não conhece limites e se está nas tintas para as dificuldades do país.
A capela das Chãs
Para quem descrê em milagres, aqui está mais um, bem presente, vivo e mobilizador. Enquanto o camartelo ameaça a capela, eis que vozes se levantam e um movimento se constitui para a salvar. É povo contra povo; o povo que fez a igreja e o povo que quer a capela, o povo que pagou e o povo que quer ter uma palavra a dizer.
Todos têm razão e ninguém se entende. A destruição de património é sempre lamentável, mas a capela não está classificada e quando se licenciou a construção da igreja já se sabia o destino previsível daquela.
A causa é nobre, mobilizadora, mediática e politicamente danosa, mas a decisão é simples – cumpra-se a lei.
Todos têm razão e ninguém se entende. A destruição de património é sempre lamentável, mas a capela não está classificada e quando se licenciou a construção da igreja já se sabia o destino previsível daquela.
A causa é nobre, mobilizadora, mediática e politicamente danosa, mas a decisão é simples – cumpra-se a lei.
A galáxia do futebol
Por estes dias, entre os Santos Populares e o Campeonato do Mundo de Futebol, o país tenta esquecer a crise, o desemprego, o aumento de impostos, as ameaças de recurso ao FMI, enfim, tudo aquilo que transformou em pesadelo o que já não era um sonho cor-de-rosa.
A vuvuzela é o melhor símbolo de um tempo em que importa mais o ruído do que o silêncio, as emoções mais do que a razão, o prazer do efémero mais do que a conquista do futuro.
Os craques da bola e a indústria do futebol abrem o parêntesis possível nestes dias de chumbo, Ronaldo subiu ao Olimpo ao contracenar com Mr. Simpson e os portugueses sonham em Inglês com uma vitória que resgate a bandeira esquecida e o tesouro arruinado.
A vuvuzela é o melhor símbolo de um tempo em que importa mais o ruído do que o silêncio, as emoções mais do que a razão, o prazer do efémero mais do que a conquista do futuro.
Os craques da bola e a indústria do futebol abrem o parêntesis possível nestes dias de chumbo, Ronaldo subiu ao Olimpo ao contracenar com Mr. Simpson e os portugueses sonham em Inglês com uma vitória que resgate a bandeira esquecida e o tesouro arruinado.
Às vezes os erros pagam-se
Os gestores de topo da Toyota devolveram uma percentagem das remunerações recebidas em 2009 por a empresa não ter atingido os objectivos previstos.
A ideia parece simples e justa mas, infelizmente, muito pouco praticada. A regra é despedir os trabalhadores quando os gestores incompetentes deixam afundar as empresas e, incapazes de se auto responsabilizarem, descarregam o peso da sua ineficiência sobre o elo mais fraco.
A prática da Toyota pode não passar de um gesto simbólico, mas não deixa de ser uma séria chamada de atenção para quantos se esquecem que a ética da responsabilidade deve estar na primeira linha de preocupações de qualquer gestor ou dirigente. Pode ser que o exemplo vingue.
A ideia parece simples e justa mas, infelizmente, muito pouco praticada. A regra é despedir os trabalhadores quando os gestores incompetentes deixam afundar as empresas e, incapazes de se auto responsabilizarem, descarregam o peso da sua ineficiência sobre o elo mais fraco.
A prática da Toyota pode não passar de um gesto simbólico, mas não deixa de ser uma séria chamada de atenção para quantos se esquecem que a ética da responsabilidade deve estar na primeira linha de preocupações de qualquer gestor ou dirigente. Pode ser que o exemplo vingue.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
As primárias de Alegre
Manuel Alegre não merecia isto. O PS escolhe-o, aparentemente, porque não encontrou melhor. Estes momentos costumam ser de exaltação, mas neste caso a escolha parece ser uma espécie de óleo de fígado de bacalhau, sabe mal mas faz bem.
Não compreendo a estratégia seguida, como aliás não consigo perceber muitas outras coisas que se passam no PS e no Governo, mas com estes em derrapagem ou Alegre seduz o centro ou vai ser mau de se ver.
Alegre é uma referência, uma voz da liberdade, um poeta maior da língua portuguesa, um político experimentado, um cidadão que não se deixa encabrestar. Pode não se gostar dele, mas é candidato por direito próprio e as primárias já ninguém lhas ganha.
Não compreendo a estratégia seguida, como aliás não consigo perceber muitas outras coisas que se passam no PS e no Governo, mas com estes em derrapagem ou Alegre seduz o centro ou vai ser mau de se ver.
Alegre é uma referência, uma voz da liberdade, um poeta maior da língua portuguesa, um político experimentado, um cidadão que não se deixa encabrestar. Pode não se gostar dele, mas é candidato por direito próprio e as primárias já ninguém lhas ganha.
domingo, 30 de maio de 2010
Emagrecer o Estado
Já aqui escrevi sobre o “Estado Mínimo” e o perigo de reduzir os serviços públicos a níveis de insuficiência inaceitáveis. Mas é um facto que existe um défice de eficiência e de eficácia em muitos deles, sobretudo por razões organizacionais.
O problema é, sobretudo, estrutural e decorre da forma como se legisla ou se regulamenta, muitas vezes sem sentido das realidades e sem qualquer avaliação dos impactos financeiros das decisões.
Apesar dos “simplexes”, a verdade é que a Administração Pública é excessivamente burocrática, a gestão cada vez mais complexa, o funcionamento sujeito a mais entropia. Emagrecer o Estado é, sobretudo, um combate sem tréguas à irracionalidade organizacional.
O problema é, sobretudo, estrutural e decorre da forma como se legisla ou se regulamenta, muitas vezes sem sentido das realidades e sem qualquer avaliação dos impactos financeiros das decisões.
Apesar dos “simplexes”, a verdade é que a Administração Pública é excessivamente burocrática, a gestão cada vez mais complexa, o funcionamento sujeito a mais entropia. Emagrecer o Estado é, sobretudo, um combate sem tréguas à irracionalidade organizacional.
domingo, 23 de maio de 2010
Um país a fingir
Portugal finge que é um país independente, mas é Bruxelas quem manda aqui. Ainda bem, não fosse assim e em vez do cinto agora, ainda nos apertavam o pescoço mais tarde.
O Governo fingia que tinha um rumo para o país, mas afinal ficámos a saber que ou se enganou ou nos enganou a todos. A nova liderança do PSD fingia que era alternativa ao Governo, mas já acabou a pedir desculpa por ter que dar o dito por não dito.
Os portugueses fingem que acreditam nos governantes, nas oposições, nos políticos em geral, na redução do défice, no crescimento da economia, num futuro risonho para o país. Fernando Pessoa diria que somos uns fingidores, tal como o poeta “que chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente”.
O Governo fingia que tinha um rumo para o país, mas afinal ficámos a saber que ou se enganou ou nos enganou a todos. A nova liderança do PSD fingia que era alternativa ao Governo, mas já acabou a pedir desculpa por ter que dar o dito por não dito.
Os portugueses fingem que acreditam nos governantes, nas oposições, nos políticos em geral, na redução do défice, no crescimento da economia, num futuro risonho para o país. Fernando Pessoa diria que somos uns fingidores, tal como o poeta “que chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente”.
Subscrever:
Mensagens (Atom)